As seleções brasileiras de basquete em cadeira de rodas continuam sem vencer no Campeonato Mundial da modalidade, disputado em Ottawa, no Canadá. Nesta quinta-feira (10), o time masculino estreou com derrota por 77 a 32 para a Itália, no ginásio da Carleton University. O feminino, pela segunda rodada, perdeu por 70 a 63.
O que mudou até aqui: o masculino entrou em quadra uma vez e saiu derrotado por 45 pontos de diferença. O feminino já tinha uma partida nas costas e, na segunda, ficou a sete pontos do adversário. Dois jogos, duas derrotas, nenhuma vitória brasileira no Mundial até o momento.
O placar do masculino chama atenção pelo tamanho da diferença. Setenta e sete a 32 significa que a Itália marcou mais que o dobro dos pontos do Brasil. Em basquete em cadeira de rodas, esse tipo de margem costuma indicar domínio nos dois lados da quadra, tanto no ataque quanto na marcação. Não é um jogo que se resolve num detalhe.
Já o feminino ficou perto. Setenta a 63 é um placar de jogo disputado, decidido nos minutos finais. A diferença de sete pontos mostra que a seleção brasileira conseguiu acompanhar o ritmo da partida, mas não fechou a vitória na segunda rodada.
Vale olhar o contexto da competição. O Mundial reúne as principais seleções da modalidade, e a Itália é uma adversária de peso no cenário do basquete em cadeira de rodas. Enfrentar esse tipo de adversário logo na estreia não é cenário fácil para nenhuma seleção.
O que resta agora é acompanhar as próximas rodadas. As duas seleções brasileiras seguem no torneio em Ottawa e ainda têm jogos pela frente. A pergunta que fica é se o time masculino consegue corrigir a diferença defensiva e se o feminino mantém o nível de disputa que mostrou na segunda rodada.
Para quem acompanha esporte paralímpico de perto, o Mundial funciona como termômetro. Placar de estreia e desempenho em rodada seguinte dizem muito sobre onde cada seleção está no cenário internacional. No caso do Brasil, os dois resultados apontam para caminhos diferentes: um precisa de ajuste grande, o outro está a um passo de virar o jogo.
As próximas partidas vão mostrar se essa leitura se confirma. Por enquanto, o Mundial de Ottawa segue sem vitória brasileira no basquete em cadeira de rodas.
