Eu remo há anos nas ondas do surfe e também nas ondas de informação sobre a Amazônia. Quando vejo uma parceria que junta uma gigante da beleza com uma cooperativa local, sei que o impacto vai além do produto final. É sobre gerar renda mantendo a floresta em pé. E foi exatamente isso que a Natura e a Coopercintra acabaram de fazer no Acre.
A Natura e a Cooperativa Agroextrativista dos Produtores de Agricultura Familiar e Economia Solidária de Nova Cintra (Coopercintra) inauguraram uma agroindústria em Rodrigues Alves (AC). A nova estrutura fabril processa óleos e manteigas vegetais, agregando valor à cadeia e impulsionando a renda de 450 famílias extrativistas. Essas famílias estão distribuídas entre os municípios de Rodrigues Alves, Porto Walter e Cruzeiro do Sul, no Acre, além de Ipixuna e Guajará, no Amazonas.
O investimento que dobra a capacidade produtiva
O investimento, integralmente aportado pela Natura, viabilizou a reforma completa das instalações já existentes e a aquisição de novos equipamentos. Com isso, a cooperativa dobra sua capacidade produtiva, alcançando até 50 toneladas de matéria-prima processadas por ano. A iniciativa é um marco para a região do Vale do Juruá, consolidando o desenvolvimento da sociobiodiversidade local.
Parceria que começou em 2022 e agora ganha estrutura
A parceria entre a Natura e a Coopercintra teve início em 2022 e tem como foco a manteiga de murumuru, insumo utilizado em linhas como Ekos, Lumina e Tododia. Com a modernização, a cooperativa terá a possibilidade de processar outras espécies, como o buriti, diversificando a cesta de ativos e ampliando a renda das famílias.
"Esta conquista representa um salto de maturidade para o nosso trabalho e nos dá a autonomia necessária para crescer. Com o apoio da Natura, sentimos que nosso modelo de negócio está fortalecido para gerar mais desenvolvimento social e econômico ao mesmo tempo em que mantemos a floresta em pé", afirma Osmarino Lagos, presidente da Coopercintra.
O que muda para quem compra e para quem preserva
Mauro Costa, gerente sênior de suprimentos na Natura, destaca o simbolismo da inauguração: "Inaugurar essa agroindústria no Acre, berço do movimento ambientalista comunitário, é altamente simbólico. Nosso objetivo é garantir a rastreabilidade e a qualidade dos bioativos da Amazônia, essenciais para os produtos da Natura, mas, acima de tudo, garantir que esse desenvolvimento gere valor para quem preserva a floresta."
Para o consumidor, isso significa que cada frasco de xampu ou hidratante das linhas Ekos, Lumina e Tododia carrega uma história de rastreabilidade e impacto social. A estrutura não apenas aumenta a produtividade, mas traz resiliência para a cadeia de suprimentos e novas oportunidades para as famílias da região.
O compromisso com a Visão 2050
Com a inauguração, a Natura reafirma seu compromisso com a Visão 2050, que estabelece a meta de se tornar uma empresa 100% regenerativa até 2050, promovendo impacto positivo financeiro, social, humano e ambiental. No contexto da Amazônia, essa atuação se traduz em um trabalho contínuo de valorização da sociobiodiversidade e fortalecimento das cadeias produtivas locais.
Somente no ano passado, a Natura aportou R$ 62,39 milhões diretamente em iniciativas nas comunidades parceiras, reforçando a estratégia de gerar desenvolvimento econômico e social enquanto se mantém a floresta em pé.
Quem são as protagonistas dessa história
Fundada em 1969, a Natura é uma multinacional brasileira líder em beleza e cuidados pessoais na América Latina. É a companhia de melhor reputação do Brasil e a mais responsável em ESG pelo ranking Merco há 12 anos consecutivos. Há mais de 25 anos, por meio do relacionamento com comunidades extrativistas na Amazônia, a Natura é pioneira no uso cosmético de bioativos da sociobiodiversidade brasileira. Hoje, essa atuação gera benefícios para milhares de famílias e contribui para conservar 2,2 milhões de hectares de floresta. A Natura foi a primeira companhia de capital aberto a receber, em 2014, a certificação de Empresa B pelo B Lab.
Fundada em 2011, a partir da organização de produtores de Nova Cintra (Rodrigues Alves-AC), a Coopercintra é composta por 450 famílias extrativistas distribuídas entre os municípios de Rodrigues Alves, Porto Walter e Cruzeiro do Sul (AC), além de Ipixuna e Guajará (AM). A cooperativa é referência na valorização dos produtos florestais não madeireiros da bacia do Rio Juruá.
Perguntas Frequentes
O que é a Coopercintra?
A Coopercintra é a Cooperativa Agroextrativista dos Produtores de Agricultura Familiar e Economia Solidária de Nova Cintra, fundada em 2011, composta por 450 famílias extrativistas de cinco municípios do Acre e Amazonas.
Onde fica a nova agroindústria?
A agroindústria foi inaugurada em Rodrigues Alves, no Acre, na região do Vale do Juruá.
Quanto a Natura investiu na agroindústria?
O investimento foi integralmente aportado pela Natura, mas o valor exato não foi divulgado na fonte original.
Qual a capacidade produtiva da nova estrutura?
A cooperativa dobra sua capacidade produtiva, alcançando até 50 toneladas de matéria-prima processadas por ano.
Quais produtos da Natura usam murumuru?
O murumuru é insumo utilizado em linhas como Ekos, Lumina e Tododia.
O que é a Visão 2050 da Natura?
É a meta da Natura de se tornar uma empresa 100% regenerativa até 2050, promovendo impacto positivo financeiro, social, humano e ambiental.
impacto social de marcas de beleza na Amazônia como a sociobiodiversidade gera renda para comunidades
