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Pequenas Criaturas resgata a Brasília dos anos 1980 em viagem nostálgica

ResumoPequenas Criaturas, filme dirigido por Anne Pinheiro Guimarães, estreia em 23 de julho e reconstrói a Brasília de 1986 com cenários reais. Carolina Dieckmann interpreta Helena, mãe que enfrenta conflitos familiares ao se adaptar à nova capital. A obra oferece uma viagem nostálgica aos anos 1980 na cidade.

Estreia desta quinta-feira (23/7), Pequenas Criaturas reconstrói a Brasília de 1986 com cenários reais e memórias da diretora Anne Pinheiro Guimarães. Carolina Dieckmann vive Helena, mãe que tenta se adaptar à nova capital enquanto lida com conflitos familiares. O longa passeia p

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Pequenas Criaturas resgata a Brasília dos anos 1980 em viagem nostálgica
Pequenas Criaturas resgata a Brasília dos anos 1980 em viagem nostálgicaFoto: Reprodução · Pacha Floripa

A capital dos anos 1980 volta às telas com detalhes que vão muito além do saudosismo. Pequenas Criaturas, que estreia nesta quinta-feira (23/7), não é apenas um drama familiar, é um retrato minucioso de Brasília quando ela ainda construía a própria identidade. Eu, que já naveguei por enseadas e canais, sei que o mar não perdoa desatenção; aqui, a cidade também não perdoa quem a trata como cenário genérico. O longa conduz o público por uma viagem nostálgica à década de 1980, com a capital como personagem silenciosa e fundamental.

A primeira cena já entrega o tom. Em frente ao Aeroporto de Brasília, reconstruído no Brasília Palace para reproduzir a época, Helena (Carolina Dieckmann) se despede do marido, que viaja a trabalho dias após a mudança da família. Logo nos primeiros minutos, fica claro que a capital retratada é bem diferente da que existe hoje. A diretora Anne Pinheiro Guimarães, filha de um diplomata, recriou a Brasília que conheceu nos primeiros anos de vida, hoje transformada pelo tempo.

A Brasília de 1986 existe em fragmentos

Para reconstruir a capital de 1986, a diretora precisou buscar locações em regiões mais afastadas. "A Brasília de 1986 vive na Brasília de hoje em alguns pontos, em alguns lugares. Não é exatamente como aqueles de 1986, como a L2 não é. A gente teve que procurar lugares um pouco mais afastados que lembrassem o estado de espírito que era Brasília de 1986, mas a vantagem é que a cidade é linda e ela na verdade abraça", disse Anne Pinheiro Guimarães. A via L2, no Plano Piloto, foi uma das áreas recriadas em regiões periféricas.

O interior dos blocos residenciais, onde os irmãos se aventuram, também ganha destaque. O Congresso Nacional, a Praça dos Três Poderes, o Eixão, o Nicolândia, as tesourinhas e outros cartões-postais surgem como personagens silenciosos, ajudando a contar a história dos novos habitantes de uma capital que dava os primeiros passos.

Conflitos familiares e memória afetiva

Com o marido distante, Helena tenta se adaptar à nova rotina. O filho mais velho, André (Théo Medon), vive as primeiras paixões e percebe as crescentes tensões entre os pais. Já o caçula, Dudu (Lorenzo Mello), não larga a máscara de Planeta dos Macacos (1968) e transforma o cotidiano em uma sequência de aventuras. A relação entre mãe e filhos conduz a narrativa.

O drama da família se mistura à paisagem brasiliense em diferentes momentos. Um deles acontece no tradicional Restaurante Roma, em funcionamento desde 1960, na Asa Sul. Durante a pré-estreia em Brasília, na última terça-feira (21/7), a referência despertou a memória do público. "Você lembra?", ecoou uma espectadora nas sombras do Cine Brasília.

O ponto de virada: uma ligação e uma cadela

A bordo de uma Brasília Amarela, ao retornar para casa em uma das recém-inauguradas superquadras, Helena decide telefonar para o quarto onde o marido está hospedado. A ligação, porém, é atendida por outra mulher. A partir desse momento, ela desvia o foco da desconfiança e passa a dedicar atenção à cadela Cacau, atropelada em uma das vias expressas do Distrito Federal.

O desfecho no Cine Drive-In

O desfecho acontece no Cine Drive-In, inaugurado em 1973. O espaço reúne memória, atmosfera oitentista e simboliza a união da família ao fim da narrativa. Em meio a uma Brasília ampla, fria e ainda pouco ocupada, os personagens descobrem que a nova capital talvez não fosse tão desinteressante quanto parecia.

Ao chegar ao Cine Brasília, inaugurado um dia após a fundação da capital, em 1960, Carolina Dieckmann revelou estar com o "coração acelerado" por apresentar o filme ao público da cidade que recebeu as gravações. "A gente tentou ser fiel ao que era Brasília de 1986, não é a Brasília de agora. Mas eu acho que a maioria das pessoas que vai assistir o filme tem alguma referência dos anos 80 e acho que vai se identificar", afirmou a atriz.

Por que assistir Pequenas Criaturas

O filme não é apenas um drama familiar. É uma cápsula do tempo que reconstrói a capital em um momento de transformação. A diretora Anne Pinheiro Guimarães usou a própria infância como bússola, e o resultado é uma obra que emociona tanto quem viveu os anos 1980 quanto quem quer entender como Brasília se tornou o que é hoje. críticas de cinema nacional, filmes sobre a década de 1980

Perguntas Frequentes

Quando estreia Pequenas Criaturas?

O filme estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 23 de julho.

Quem dirige Pequenas Criaturas?

A diretora é Anne Pinheiro Guimarães.

Quem está no elenco principal?

Carolina Dieckmann interpreta Helena, Théo Medon vive André e Lorenzo Mello interpreta Dudu.

Onde o filme foi gravado?

As gravações foram feitas em Brasília, com locações como o Brasília Palace, o Restaurante Roma, o Cine Brasília e o Cine Drive-In.

Qual ano o filme retrata?

O longa é ambientado em 1986.

O filme tem spoilers?

Sim, o texto acima contém spoilers do filme.

Henrique Cardoso
Sobre o autor · Colunista de turismo náutico

Navega a baía e as ilhas do entorno de leme em punho. Indica passeio de barco, marina e a melhor enseada pra fundear.

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