A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, apresentou nesta segunda-feira (14) um plano voltado à reorganização da Atenção Primária à Saúde (APS) no município. O documento trata do georreferenciamento de imóveis, sociocultural e em saúde do território atendido pela APS.
O nome completo é Plano de Implementação, Organização, Execução e Consolidação do Georreferenciamento de Imóveis, Sociocultural e em Saúde do Território da Atenção Primária à Saúde. Em resumo, ele estabelece diretrizes para reorganizar e aprimorar a distribuição territorial dos serviços de saúde na capital acreana.
O que muda com o georreferenciamento da APS
Georreferenciar, no contexto da saúde pública, significa mapear com precisão onde ficam os imóveis e como se distribuem as características socioculturais e sanitárias de cada área. A partir desse levantamento, a gestão municipal passa a ter uma base territorial para orientar a organização da Atenção Primária.
O plano apresentado pela Secretaria Municipal de Saúde define diretrizes para essa reorganização. O objetivo declarado é aprimorar a distribuição territorial dos serviços de saúde, ou seja, ajustar como a rede de atenção primária se posiciona e atende a população de Rio Branco.
A Atenção Primária à Saúde é a porta de entrada do sistema público de saúde. É ela que recebe o primeiro atendimento, acompanha famílias e encaminha para especialidades quando necessário. Por isso, a forma como os serviços estão distribuídos pelo território afeta diretamente o acesso da população.
Como o plano será executado
O documento é estruturado em quatro etapas, conforme o próprio nome indica: implementação, organização, execução e consolidação do georreferenciamento. Cada uma delas corresponde a uma fase do processo de mapeamento e reorganização territorial.
A apresentação ocorreu nesta segunda-feira (14), em evento da Prefeitura de Rio Branco por meio da Secretaria Municipal de Saúde. O plano foi detalhado como um instrumento de gestão para orientar as ações da Atenção Primária no município.
Quem acompanha a rotina das unidades de saúde da capital acreana sabe que a distribuição desigual de equipamentos e equipes é um desafio antigo. O georreferenciamento entra justamente como ferramenta para enxergar essas diferenças com mais precisão e planejar a partir de dados do território.
A publicação do plano não detalha, no texto divulgado, prazos específicos para cada etapa nem valores de investimento. As informações sobre cronograma e execução devem ser acompanhadas junto à Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco.
