Florianópolis não vive só de sequência de camarão e tainha na brasa. Quem procura um restaurante internacional na ilha encontra desde sushi de alta precisão até cozinha peruana que ganhou o paladar local. A oferta cresceu nos últimos anos, mas não dá para sair por aí sem critério. Cada casa tem um público, um preço médio e um jeito de servir. Nós separamos 9 endereços que se destacam, com o perfil de viajante ideal para cada um. A lista mistura clássicos e novidades, mas todos têm em comum o capricho no prato e a identidade própria. Alguns ficam em bairros centrais, outros pedem deslocamento. Vale conferir o acesso e o estacionamento antes de sair de casa, porque a ilha muda muito entre temporada e baixa estação.
1. Restaurante Kinoshita (Jurerê Internacional)
O Kinoshita é a aposta certa para quem busca cozinha japonesa de precisão, com toque de alta gastronomia. A casa trabalha com omakase, menu degustação definido pelo chef, e usa ingredientes frescos vindos de fornecedores selecionados. O ambiente é enxuto, com balcão que aproxima o cliente do preparo. O perfil ideal é o casal ou pequeno grupo que quer uma experiência longa, com pausas entre os pratos. O acesso é tranquilo em Jurerê, mas o estacionamento na rua disputa vaga na alta temporada. O preço médio fica acima dos restaurantes comuns da região, então vale reservar com antecedência. Para quem não conhece omakase, o salão tem opções à la carte, mas o forte da casa é o menu fechado.
2. Punto Sabores (Santo Antônio de Lisboa)
O Punto Sabores traz a cozinha peruana com identidade própria, em uma área que já é conhecida pelo pôr do sol e pelas ostras. O ceviche clássico divide espaço com pratos que misturam influências nikkei, a fusão entre Peru e Japão. O ambiente é pequeno e acolhedor, com mesas próximas, o que cria clima de conversa. O perfil ideal é o viajante que gosta de novidade e não se intimida com sabores marcantes, como o leche de tigre e o pisco sour. O acesso é fácil pela SC-401, mas o estacionamento é limitado em frente. Em noites de verão, a Rua das Rendas fica movimentada, então chegar cedo ajuda. O preço é médio para a região, com pratos que servem bem uma pessoa.
3. Cantina do Centro (Centro)
A Cantina do Centro é a escolha para quem quer comida italiana sem frescura, no sentido mais afetivo do termo. O menu é enxuto: massas feitas na casa, molhos que levam horas no fogo e a clássica polenta com frango. O ambiente é simples, com toalhas xadrez e garçons que conhecem os clientes pelo nome. O perfil ideal é a família ou o grupo de amigos que prefere quantidade a ostentação. O acesso é fácil, no coração do Centro, mas o estacionamento é pago nas ruas próximas. O preço é honesto, com porções generosas que servem duas pessoas. Em dias de semana, o almoço executivo é uma boa porta de entrada para quem quer provar sem gastar muito. A casa não aceita reserva em horários de pico, então chegue cedo.
4. Almanach (Lagoa da Conceição)
O Almanach é um dos endereços mais antigos da Lagoa, com cozinha de fusão que mistura frutos do mar, massa e toques orientais. O cardápio é extenso, com opções que vão do camarão ao curry até o nhoque ao gorgonzola. O ambiente tem vista para a lagoa, mas o movimento na rua é intenso, especialmente no verão. O perfil ideal é o casal que quer um jantar com paisagem e não se importa com o burburinho. O acesso é complicado na alta temporada, com trânsito lento na Avenida das Rendeiras. O estacionamento é pago e disputado. O preço é médio-alto, com pratos bem servidos. A dica é ir em noites de semana ou no início da noite, quando o movimento dá uma trégua.
5. Dona Chica (Jurerê)
A Dona Chica é conhecida pela cozinha árabe com um toque contemporâneo, em um casarão charmoso no coração de Jurerê. O esfiha aberta, o kibe cru e o homus são os carros-chefes, mas o cardápio vai além, com opções vegetarianas bem resolvidas. O ambiente é espaçoso, com salão interno e área externa coberta. O perfil ideal é o grupo de amigos ou família que quer compartilhar, já que os pratos vêm em porções para dividir. O acesso é fácil, com estacionamento próprio pago. O preço é médio-alto, mas a qualidade dos ingredientes justifica. Em noites de verão, a casa lota, então a reserva é quase obrigatória. Para quem nunca comeu comida árabe de verdade, o menu degustação é um bom começo.
6. Biergarten (Ingleses)
O Biergarten é a opção para quem busca cozinha alemã em um ambiente que lembra os biergartens de Munique. O cardápio tem joelho de porco, salsichas artesanais, chucrute e uma carta de cervejas importadas e locais. O ambiente é rústico, com mesas de madeira e clima de festa, especialmente aos fins de semana. O perfil ideal é o grupo que quer comer bem e beber melhor, sem pressa. O acesso é fácil, na Estrada dos Ingleses, com estacionamento próprio gratuito. O preço é médio, com porções generosas que servem duas pessoas. A casa tem música ao vivo em alguns dias, o que aumenta o tempo de permanência. Para quem viaja com crianças, o espaço é aberto e elas podem circular com segurança.
7. La Pasta Gialla (Santo Antônio de Lisboa)
A La Pasta Gialla é uma trattoria que faz massas frescas na hora, com receitas que mudam conforme a estação. O diferencial está no preparo visível, com a massa sendo aberta e cortada no salão. O cardápio é curto, o que facilita a escolha, mas cada prato tem personalidade. O ambiente é pequeno e intimista, com poucas mesas. O perfil ideal é o casal que quer um jantar calmo, com atendimento próximo. O acesso é fácil, mas o estacionamento é na rua e disputado. O preço é médio-alto, com massas que custam um pouco mais que a média da cidade. A casa não aceita reservas para grupos grandes, então o ideal é ir em dupla. O nhoque de batata com ragú é o prato que mais sai, mas o talharim ao limão siciliano surpreende.
8. Soho (Centro)
O Soho é um dos poucos endereços da ilha com cozinha contemporânea de autor, que mistura técnicas internacionais com ingredientes locais. O menu muda com frequência, mas sempre traz um prato de peixe, uma carne e opções vegetarianas. O ambiente é moderno, com luz baixa e música ambiente. O perfil ideal é o viajante que curte gastronomia como experiência, não só como refeição. O acesso é fácil, no Centro, com estacionamento pago nas redondezas. O preço é alto, com pratos que exigem atenção no bolso. O chef costuma explicar cada prato, o que enriquece a visita. Para quem quer uma noite especial, o menu harmonizado com vinhos é a escolha certa. Mas vá com fome, porque as porções são delicadas, no estilo fine dining.
9. Toca do Chef (Canasvieiras)
A Toca do Chef é a opção mais acessível da lista, com um cardápio que mistura influências da cozinha francesa e italiana em pratos do dia a dia. O ambiente é simples, com decoração caseira, mas o capricho no preparo é visível. O perfil ideal é o viajante que quer comer bem sem pagar preço de restaurante sofisticado. O acesso é fácil, na Avenida das Nações, com estacionamento na rua. O preço é baixo para o padrão da ilha, com pratos que servem bem uma pessoa. O chef atende os clientes pessoalmente, o que cria um clima de confiança. O menu muda conforme o mercado, mas o risoto de camarão é presença garantida. Em alta temporada, a casa lota, então chegue antes das 20h.
Qual escolher conforme o caso?
Se a viagem é em casal e o orçamento permite, o Kinoshita ou a La Pasta Gialla são escolhas seguras. Para grupos que querem compartilhar, a Dona Chica entrega bem. Famílias com crianças se dão melhor no Biergarten. Quem busca novidade e não se importa com preço, o Soho é a aposta. E se a ideia é comer bem gastando pouco, a Toca do Chef resolve. O importante é checar o acesso e a reserva antes, porque a ilha muda de comportamento entre a baixa e a alta temporada. Em janeiro e fevereiro, tudo lota e os preços sobem. Em meses como maio e setembro, os mesmos restaurantes oferecem experiência mais tranquila.
Perguntas frequentes sobre restaurante internacional em Florianópolis
Qual o melhor restaurante internacional em Florianópolis?
Não existe um único melhor, depende do perfil. Para experiência japonesa de precisão, o Kinoshita é referência. Para cozinha peruana autêntica, o Punto Sabores. Se a busca é por comida italiana afetiva, a Cantina do Centro atende bem. O ideal é definir o tipo de cozinha antes de escolher o endereço.
Restaurante internacional em Florianópolis é caro?
Os preços variam bastante. Há opções como a Toca do Chef, com pratos em conta, e casas como o Soho, com valores altos. Em geral, a média fica entre R$ 80 e R$ 150 por pessoa, sem bebida. Na alta temporada, os valores tendem a subir e os menus executivos somem.
Quais bairros têm mais restaurantes internacionais?
Santo Antônio de Lisboa e Jurerê concentram a maior oferta, com opções de cozinha peruana, italiana e árabe. O Centro tem boas casas, mas com perfil mais de almoço executivo. A Lagoa da Conceição oferece fusão, mas com trânsito complicado no verão.
Preciso reservar com antecedência?
Em casas pequenas como Kinoshita e La Pasta Gialla, a reserva é quase obrigatória, especialmente aos fins de semana. Em opções maiores como Dona Chica e Biergarten, a reserva ajuda, mas há espaço para espera. Na baixa temporada, a maioria aceita clientes sem reserva.
Tem opção vegetariana em restaurante internacional?
Sim. A Dona Chica tem opções árabes vegetarianas bem resolvidas. O Soho sempre inclui um prato sem carne no menu. A Cantina do Centro tem massas com molho de tomate e legumes. O Kinoshita, no menu omakase, pode adaptar com aviso prévio.
Qual a melhor época para ir a esses restaurantes?
De março a novembro, fora do pico de verão, a experiência é mais tranquila e os preços mais baixos. Em janeiro e fevereiro, a lotação aumenta e o atendimento pode demorar. Para quem quer conhecer a cozinha de autor, o outono é a melhor estação, com ingredientes da estação no cardápio.



