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Acre lidera ranking negativo de vacinação contra HPV no Brasil, aponta estudo inédito

ResumoO Acre lidera o ranking negativo de vacinação contra o HPV no Brasil, conforme estudo inédito do Hospital Moinhos de Vento e Ministério da Saúde. A pesquisa analisou dados de mais de 16 mil jovens e identificou fake news como causa da queda abrupta na cobertura vacinal entre 2018 e 2019.

O Acre lidera o ranking negativo de vacinação contra o HPV no Brasil, segundo estudo inédito do Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde. A pesquisa analisou dados de mais de 16 mil jovens e aponta fake news como causa da queda abrupta entre 2018 e 2019.

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Acre lidera ranking negativo de vacinação contra HPV no Brasil, aponta estudo inédito
Acre lidera ranking negativo de vacinação contra HPV no Brasil, aponta estudo inéditoFoto: Reprodução · Pacha Floripa

Acre lidera ranking negativo de vacinação contra HPV no Brasil, aponta estudo inédito

O Acre lidera o ranking negativo de vacinação contra o HPV no Brasil, segundo um dos maiores estudos já realizados na América Latina sobre o impacto da imunização. Desenvolvido pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, a pesquisa analisou dados de mais de 16 mil jovens entre 16 e 25 anos em duas etapas (2016-2017 e 2020-2023). A situação preocupa especialistas, já que a baixa adesão compromete a proteção contra o vírus, principal causador de câncer de colo do útero.

Por que o Acre tem a pior cobertura vacinal contra HPV?

A média nacional de cobertura vacinal contra o HPV é de cerca de 86%. O Acre, porém, nunca conseguiu se aproximar desse patamar. Segundo os pesquisadores, a queda abrupta no estado ocorreu entre 2018 e 2019, impulsionada pela massiva disseminação de fake news sobre o imunizante.

Ana Goretti Maranhão, representante do Ministério da Saúde, afirma que o Acre nunca conseguiu reverter o prejuízo e recuperar as taxas registradas antes desse período. O estado continua registrando os menores índices de vacinação em todo o território nacional.

Efeito comprovado da vacina: queda de 81% nos casos

O estudo comprovou que a alta cobertura vacinal gera o efeito de proteção coletiva, reduzindo a circulação do HPV inclusive entre pessoas não imunizadas. Os números são claros:

  • Impacto direto: Entre as mulheres vacinadas, a presença dos tipos de HPV cobertos pela vacina despencou 81% (caindo de 15,6% para 3,1%).
  • Impacto indireto: Entre as mulheres não vacinadas, a taxa de infecção caiu 33%, provando que a imunização de massa protege toda a comunidade.

Rio Branco x Ariquemes: o que explica a diferença?

Um levantamento paralelo realizado em parceria com o Unicef comparou a capital acreana, Rio Branco, com o município de Ariquemes (RO). Apesar de apresentarem perfis socioeconômicos semelhantes, a disparidade nos índices chama a atenção.

Segundo os pesquisadores, o diferencial decisivo para o sucesso rondoniense foi a busca ativa e a vacinação realizada diretamente no ambiente escolar, estratégia que o Ministério da Saúde busca intensificar nacionalmente.

Homens vacinam menos que mulheres

A pesquisa também evidenciou uma marcante diferença de gênero: 61,8% das mulheres pesquisadas haviam se vacinado, contra apenas 31,1% dos homens. A discrepância é explicada pelo histórico do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que incluiu as meninas em 2014, mas inseriu os meninos apenas em 2017, igualando as faixas etárias de atendimento somente em 2022.

Dose única: a aposta para acelerar a cobertura

Como alento para a gestão pública, o estudo confirmou que uma única dose da vacina contra o HPV garante eficácia comparável ao esquema de duas ou três aplicações. A evidência simplifica o processo de vacinação e se consolida como a principal aposta das autoridades sanitárias para acelerar a cobertura vacinal em estados em situação crítica, como o Acre.

Perguntas Frequentes

O que é o HPV?

O HPV é um vírus transmitido principalmente por via sexual, responsável por causar diversos tipos de câncer, como o de colo do útero.

Quantas doses da vacina contra HPV são necessárias?

O estudo confirmou que uma única dose garante eficácia comparável ao esquema de duas ou três aplicações.

Quando a vacina contra HPV começou a ser oferecida no Brasil?

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) incluiu as meninas em 2014 e os meninos em 2017, igualando as faixas etárias em 2022.

Por que o Acre tem a pior cobertura vacinal contra HPV?

A queda abrupta entre 2018 e 2019, impulsionada por fake news, fez o estado nunca recuperar os índices anteriores.

Qual a média nacional de cobertura vacinal contra HPV?

A média nacional é de cerca de 86%, segundo dados do Ministério da Saúde.

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Priscila Nunes
Sobre o autor · Editora de viagem econômica

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