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Anvisa autoriza nova empresa a produzir mosquitos com bactéria contra a dengue

ResumoA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a empresa Flyttr (ex-Oxitec) a produzir mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia. A tecnologia bloqueia a transmissão de dengue, zika e chikungunya. O Brasil passa a contar com dois fornecedores privados do método, capaz de reduzir em até 89% a circulação das arboviroses.

Anvisa autorizou a Flyttr (ex-Oxitec) a criar Aedes aegypti com Wolbachia, bactéria que bloqueia transmissão de dengue, zika e chikungunya. Brasil passa a ter dois fornecedores privados da tecnologia, que pode reduzir em até 89% a circulação das arboviroses.

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Anvisa autoriza nova empresa a produzir mosquitos com bactéria contra a dengue
Anvisa autoriza nova empresa a produzir mosquitos com bactéria contra a dengueFoto: Reprodução · Pacha Floripa

Anvisa autoriza nova empresa a produzir mosquitos com bactéria contra a dengue

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a empresa Flyttr, anteriormente denominada Oxitec, a criar e fornecer exemplares do mosquito Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia. Esse micro-organismo atua como uma barreira biológica que impede o desenvolvimento e a transmissão dos vírus causadores da dengue, zika e chikungunya para a população.

Com a deliberação, o Brasil passa a contar com um segundo fornecedor privado para a tecnologia. Até a concessão do registro, a única estrutura credenciada a produzir os insetos no território nacional era a biofábrica Wolbito do Brasil, instalada em Curitiba (PR) e fruto de uma joint venture firmada em abril de 2024 entre a Fiocruz e a organização World Mosquito Program (WMP).

O que é a Wolbachia e como ela funciona?

A Wolbachia é um micro-organismo encontrado naturalmente em cerca de 50% a 60% das espécies de insetos no mundo, embora não esteja presente no Aedes aegypti de forma espontânea. A técnica, desenvolvida em 2008 na Universidade de Monash, na Austrália, consiste em isolar a bactéria de moscas-da-fruta e inseri-la nos ovos do mosquito transmissor em ambiente laboratorial.

Dentro do inseto, a bactéria bloqueia a proliferação dos vírus. Com isso, os espécimes portadores da Wolbachia passam a apresentar uma carga viral significativamente reduzida, cortando o ciclo de contágio durante a picada. Pesquisas científicas apontam que a presença do organismo nos vetores é capaz de reduzir em até 89% a circulação das arboviroses nas áreas impactadas.

Como os mosquitos são liberados no ambiente?

Após o desenvolvimento em laboratório, os mosquitos infectados são liberados no meio ambiente para que se reproduzam com a população local. Por meio da transmissão hereditária, as novas gerações de Aedes aegypti passam a carregar a bactéria de forma permanente, reduzindo a capacidade infecciosa da espécie na região.

A Wolbachia afeta exclusivamente os insetos, não existindo possibilidade de contágio ou risco para seres humanos e outros mamíferos.

Histórico da tecnologia no Brasil

A metodologia começou a ser testada no país em 2012, sob supervisão científica. A aplicação em larga escala em áreas urbanas teve início dois anos depois, tendo o município de Niterói, no Estado do Rio de Janeiro, como projeto-piloto pioneiro.

Conforme indicadores do Ministério da Saúde, a consolidação da tecnologia nas áreas contempladas gerou uma queda de 69,4% nos diagnósticos de dengue, redução de 56,3% nos registros de chikungunya e diminuição de 37% nos casos de zika.

O que muda com a nova autorização?

A autorização da Anvisa para a Flyttr amplia a capacidade de produção e fornecimento de mosquitos com Wolbachia no Brasil. Antes, apenas a biofábrica Wolbito do Brasil, em Curitiba, produzia os insetos. Agora, o país tem dois fornecedores privados, o que pode acelerar a expansão da técnica para mais municípios.

Perguntas Frequentes

A Wolbachia é segura para humanos?

Sim. A Wolbachia afeta exclusivamente os insetos, não existindo possibilidade de contágio ou risco para seres humanos e outros mamíferos.

Qual a eficácia da técnica?

Pesquisas científicas apontam que a presença do organismo nos vetores é capaz de reduzir em até 89% a circulação das arboviroses nas áreas impactadas. controle biológico da dengue

Onde a tecnologia já foi testada no Brasil?

O primeiro projeto-piloto em larga escala foi em Niterói (RJ), a partir de 2014. O Ministério da Saúde registrou queda de 69,4% nos diagnósticos de dengue, 56,3% nos de chikungunya e 37% nos de zika nas áreas contempladas.

Quando a técnica começou a ser desenvolvida?

A técnica foi desenvolvida em 2008 na Universidade de Monash, na Austrália. No Brasil, os testes começaram em 2012.

Como a Wolbachia impede a transmissão?

A bactéria bloqueia a proliferação dos vírus da dengue, zika e chikungunya dentro do mosquito, reduzindo a carga viral e cortando o ciclo de contágio durante a picada.

Quem produz os mosquitos no Brasil?

Atualmente, a biofábrica Wolbito do Brasil, em Curitiba (PR), e a Flyttr (ex-Oxitec) estão autorizadas a produzir os mosquitos com Wolbachia.

André Schmitt
Sobre o autor · Especialista em surfe e esportes de praia

Lê a previsão de ondulação como ninguém e indica o pico certo pro seu nível. Surfa Joaquina e Mole desde guri.

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