A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (30) a apreensão de um lote falsificado do medicamento Mounjaro. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). A própria empresa detentora do registro do produto, Eli Lilly do Brasil Ltda., identificou no mercado o item com número de lote irregular.
A decisão da Anvisa, publicada nesta quinta (30), não é um fato isolado. Ela se insere em um histórico de ações da agência para coibir a circulação de medicamentos falsificados, especialmente de alto custo e alta demanda, como os análogos de GLP-1. O Mounjaro (tirzepatida) é um destes medicamentos, indicado para diabetes tipo 2 e, em alguns casos, para controle de peso.
A Eli Lilly do Brasil Ltda., detentora do registro, foi a responsável por acionar a Anvisa após identificar o lote falsificado no mercado. Este é o procedimento padrão: cabe à empresa notificar a autoridade sanitária sobre qualquer desvio de qualidade, incluindo falsificação. A partir da notificação, a Anvisa publica a resolução de apreensão em todo o território nacional.
A resolução no DOU é o ato que oficializa a medida. Ela determina que o lote específico seja retirado de circulação imediatamente. A apreensão abrange todas as unidades do lote falsificado, em qualquer ponto da cadeia, distribuidoras, farmácias, hospitais e consumidores finais.
Para o consumidor, o alerta é direto: medicamentos de uso contínuo e controlado, como o Mounjaro, devem ser adquiridos apenas em canais autorizados, com receita médica e nota fiscal. A falsificação de medicamentos é crime, previsto na Lei 6.437/1977, e pode trazer riscos graves à saúde, uma vez que a composição do produto falsificado é desconhecida.
A Anvisa não divulgou detalhes adicionais sobre o número do lote ou como identificar a unidade falsificada. A orientação geral é que, em caso de suspeita, o consumidor entre em contato com a própria Eli Lilly ou com a vigilância sanitária local.
O caso reforça a importância da rastreabilidade de medicamentos no Brasil. O Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM) está em fase de implementação e prevê a identificação individualizada de cada unidade de medicamento por meio de um código de barras bidimensional (QR code). Até que o sistema esteja plenamente operacional, a fiscalização depende de ações como esta.
Perguntas Frequentes
Como saber se meu Mounjaro é falsificado?
A Anvisa recomenda verificar a embalagem, o lacre e o número do lote. Em caso de dúvida, entre em contato com a Eli Lilly ou com a vigilância sanitária local.
O que fazer se eu comprou o lote falsificado?
Não utilize o medicamento. Entre em contato com a Anvisa ou com a farmácia onde comprou para orientações sobre devolução e notificação.
A apreensão vale para todo o Brasil?
Sim. A resolução da Anvisa tem validade nacional e determina a apreensão do lote falsificado em todo o território brasileiro.
Quem é o responsável pela identificação do lote?
A Eli Lilly do Brasil Ltda., detentora do registro do Mounjaro, foi quem identificou o item irregular e notificou a Anvisa.
O que a Anvisa faz com medicamentos falsificados apreendidos?
Os lotes apreendidos são destruídos, após processo administrativo, para evitar que retornem ao mercado.
