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Após quase um ano, PCAC identifica três brasileiros mortos na Bolívia

Após quase um ano de investigações, a Polícia Civil do Acre identificou três brasileiros mortos em uma chacina na Bolívia. O caso, que ocorreu em agosto de 2025, ainda pode ter mais vítimas.

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Após quase um ano, PCAC identifica três brasileiros mortos na Bolívia
Após quase um ano, PCAC identifica três brasileiros mortos na BolíviaFoto: Reprodução · Pacha Floripa

Identificação de Brasileiros Mortos na Bolívia

Após quase um ano de investigações, a Polícia Civil do Acre (PCAC) identificou três brasileiros mortos em uma chacina que ocorreu em 6 de agosto de 2025, em território boliviano. O trabalho foi realizado pela Delegacia-Geral de Capixaba, com apoio do Instituto de Análise Forense (IAF), representando um avanço nas investigações sobre um crime que pode ter deixado mais vítimas.

Vítimas Identificadas

As vítimas identificadas são Raimundo Nonato do Nascimento Oliveira, conhecido pelos apelidos de "Nego Blaca", "Nego da Horta", "Tim Maia" e "Sheik"; Ana Ires Assis de Souza, conhecida como "Raquel", esposa de Raimundo; e Leonardo Vinicius Costa de Lima, chamado de "Jubileu", "Maquito" ou "Calada da Noite". Segundo a Polícia Civil, Raimundo Nonato e Leonardo Vinicius eram foragidos da Justiça brasileira e possuíam extensa ficha criminal, com Raimundo investigado por participação em pelo menos 20 homicídios.

Avanços nas Investigações

O delegado Aldízio Neto da Silva enfatizou a importância da identificação dos corpos: "A identificação dessas vítimas representa um avanço importante para a investigação. Mesmo diante da complexidade do caso e das dificuldades encontradas, as equipes da Polícia Civil seguem trabalhando para esclarecer todos os fatos, identificar os demais envolvidos e responsabilizar criminalmente aqueles que participaram desses homicídios."

Possíveis Outras Vítimas

As investigações sugerem que a chacina pode ter deixado pelo menos cinco brasileiros mortos. Além das três vítimas já identificadas, Johnatan Silva Magalhães, conhecido como "Rato" ou "Baixinho Peruano", e Geovani Costa Almeida também podem ter sido assassinados, mas suas identidades ainda não foram oficialmente confirmadas.

Dificuldades na Identificação

Os criminosos tentaram dificultar o trabalho da perícia incendiando os corpos das vítimas. Animais da região, como porcos, galinhas e gado, consumiram parte dos restos mortais, complicando ainda mais a identificação.

Motivações dos Assassinatos

A principal linha de investigação sugere que os assassinatos foram motivados por um racha dentro de uma organização criminosa. A Polícia Civil acredita que as vítimas estavam causando prejuízos à facção e teriam sido submetidas a um processo de expulsão antes de serem executadas.

Suspeitos e Continuidade das Investigações

Os suspeitos de participação no crime também seriam brasileiros. Um deles já está preso no Brasil por outros delitos, enquanto outro permanece foragido na Bolívia, continuando a comandar atividades ligadas ao tráfico de drogas na região de fronteira. A Polícia Civil continua as investigações para esclarecer a dinâmica da chacina, confirmar a identidade das demais vítimas e responsabilizar todos os envolvidos no crime.

Tatiana Reis
Sobre o autor · Editora de eventos e vida noturna

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