O senador Márcio Bittar (PL-AC) sabe que a decisão mais importante do seu futuro político não será tomada em Rio Branco. Ela passa por Brasília. Na próxima semana, ele terá uma reunião com o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador político da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. O encontro vai definir se o PL deixa o palanque da governadora Mailza Assis (PP) para caminhar com o senador Alan Rick (Republicanos).
O que muda com a reunião de Bittar em Brasília
A reunião entre Bittar e Marinho não é um encontro isolado. Ela faz parte de uma negociação maior entre as direções nacionais do PL e do Republicanos. O Republicanos negocia com o PL uma aliança em quatro estados: Acre, Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso. O acordo nesses estados é condição para que o partido apoie formalmente a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Se houver composição, o cenário acreano muda completamente.
"Semana que vem eu tenho outra reunião com o Rogério Marinho para ver se isso avança ou não. É uma conversa das direções nacionais do PL com o Republicanos", afirmou Bittar.
Hoje, Bittar preside o PL no Acre e é um dos principais aliados de Flávio Bolsonaro. Se a aliança nacional for confirmada, o senador poderá dividir o palanque com Alan Rick, justamente o principal adversário de Mailza Assis na corrida pelo governo.
A condição de Bittar: reencontrar o MDB
Embora acompanhe as negociações em Brasília, Bittar já iniciou conversas locais. Ele revelou que Alan Rick e o deputado Roberto Duarte pediram um café para tratar do assunto. Mas Bittar colocou uma condição política que considera importante.
"Eu disse ao Roberto e ao Alan: 'Olha, Alan, nós somos amigos, eu reconheço o seu trabalho. Agora, para mim, você se acertar com a Jéssica é importante'."
O motivo vai além da estratégia eleitoral. Bittar recordou sua ligação histórica com o MDB, partido onde iniciou a trajetória política.
"Eu gostaria muito de estar com o MDB de novo. Faz parte da minha vida desde adolescente, da JPMDB. Tenho ali amigos de mais de 30 anos. Eu quero estar com o MDB. Eu quero estar com a Jéssica."
O movimento de Mailza Assis
A declaração de Bittar ganhou peso nesta segunda-feira. Mailza Assis e Jéssica Sales oficializaram a aliança entre PP, União Brasil e MDB. Na prática, o movimento atende justamente um dos desejos de Bittar: ver o MDB no mesmo projeto político.
Mas Mailza acrescentou um ingrediente novo ao cenário. Ao falar sobre a chapa majoritária, afirmou que, até o momento, apenas um nome está definido para disputar o Senado: o do ex-governador Gladson Cameli. A fala aumentou as especulações de que Márcio Bittar pode acabar fora da chapa governista, justamente quando observa outra possibilidade surgir em Brasília.
O que esperar da definição
A reunião da próxima semana com Rogério Marinho pode representar mais do que um encontro partidário. Pode indicar qual será o palanque de Márcio Bittar em 2026. Se o acordo nacional entre PL e Republicanos sair do papel, Alan Rick ganha um aliado de peso. Se não avançar, o senador seguirá olhando para a aliança de Mailza, agora reforçada pelo MDB que ele diz querer reencontrar.
Perguntas Frequentes
O que vai definir a decisão de Bittar?
A definição depende exclusivamente das direções nacionais do PL e do Republicanos, que negociam uma aliança em quatro estados.
Quem são os envolvidos na reunião?
O senador Márcio Bittar (PL-AC) se reunirá com o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador político da pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
O que Bittar quer com o MDB?
Bittar quer ver o MDB integrado ao projeto político de Alan Rick e reencontrar aliados de mais de 30 anos, como a deputada Jéssica Sales.
Mailza Assis já definiu a chapa para o Senado?
Mailza afirmou que apenas o nome do ex-governador Gladson Cameli está definido para disputar o Senado até o momento.
O que muda se o acordo nacional sair?
Se houver acordo, o PL pode deixar o palanque de Mailza para apoiar Alan Rick, mudando o cenário da eleição acreana.
