O pré-candidato ao Governo do Acre, Tião Bocalom, defendeu na quarta-feira (22) a criação de uma política pública permanente para a cafeicultura como caminho para fortalecer a agricultura familiar no estado. A declaração ocorreu durante o Seminário Estadual de Cafeicultura do Acre, em Rio Branco, que reuniu produtores, técnicos, pesquisadores e comerciantes para discutir inovações, manejo e perspectivas para a cadeia produtiva do café.
Bocalom, produtor rural e um dos principais incentivadores da cafeicultura acreana, destacou sua trajetória de mais de 30 anos defendendo o cultivo do café como alternativa de geração de renda para as famílias do campo. Segundo ele, o crescimento da atividade no Acre demonstra que o investimento na cultura foi uma decisão acertada.
"Eu falo da história do café há mais de 30 anos. Estou muito feliz de ver que hoje até quem antes não acreditava no café está plantando e animado com os resultados. Isso mostra que o café realmente transforma a vida das pessoas", afirmou.
O que Bocalom propõe para a cafeicultura no Acre
Durante o seminário, o pré-candidato defendeu a criação de uma política pública permanente voltada à agricultura familiar, com investimentos em assistência técnica, mecanização, correção do solo e distribuição de mudas. A proposta mira atividades que Bocalom considera centrais para o pequeno produtor: café e leite.
"O que estava faltando era estabelecer uma política para a produção de café e de leite, que são atividades da agricultura familiar. O governo precisa fomentar a produção, investir em assistência técnica e oferecer condições para que o pequeno produtor possa produzir mais."
Números que embasam a proposta
Bocalom utilizou sua própria experiência como exemplo do potencial produtivo da cultura. Segundo ele, sua lavoura alcançou produtividade de 140 sacas por hectare no último ano e deve atingir cerca de 200 sacas por hectare na próxima colheita.
"O café dá dinheiro. Um produtor familiar consegue produzir com baixo custo porque a própria família faz praticamente todo o trabalho. Vendendo a saca por cerca de R$ 800, o lucro pode chegar a aproximadamente R$ 500 por saca. Não existe outra atividade que ofereça essa rentabilidade em apenas um hectare."
Troca de experiências com Rondônia
Durante o seminário, Bocalom ressaltou a importância da troca de experiências entre produtores acreanos e representantes de Rondônia, estado considerado referência nacional na produção de café robusta. O intercâmbio técnico foi apontado como estratégico para acelerar o desenvolvimento da cafeicultura no Acre.
Modelo que já deu certo em Rio Branco
Ao falar sobre sua experiência na Prefeitura de Rio Branco, Bocalom destacou ações de incentivo à produção rural, como a disponibilização de tratores, calcário, mudas e implementos agrícolas. Esse modelo, segundo ele, deve ser ampliado para todo o estado.
"Quando o agricultor começa a ganhar dinheiro, o vizinho vê o resultado e também se anima a produzir. É assim que a atividade cresce. O governo precisa apoiar o agricultor familiar, porque é ele quem mais precisa de incentivo para investir e produzir."
Impacto para o consumidor e o produtor acreano
A proposta de política pública para a cafeicultura pode ter impacto direto no bolso do consumidor e na renda do pequeno produtor. Com assistência técnica e insumos, a produtividade tende a subir, reduzindo custos e aumentando a oferta de café acreano no mercado. Para o produtor familiar, a conta apresentada por Bocalom é clara: com baixo custo de produção e lucro de até R$ 500 por saca, o café se consolida como alternativa viável frente a outras culturas.
Perguntas Frequentes
O que Bocalom propõe para a cafeicultura no Acre?
Bocalom defende a criação de uma política pública permanente com investimentos em assistência técnica, mecanização, correção do solo e distribuição de mudas para fortalecer a agricultura familiar.
Qual foi a produtividade citada por Bocalom em sua lavoura?
Segundo ele, sua lavoura alcançou 140 sacas por hectare no último ano e deve atingir cerca de 200 sacas por hectare na próxima colheita.
Qual é a rentabilidade estimada por Bocalom para o café?
Vendendo a saca por cerca de R$ 800, o lucro pode chegar a aproximadamente R$ 500 por saca, segundo o pré-candidato.
O evento contou com participação de outros estados?
Sim, o seminário contou com representantes de Rondônia, estado considerado referência nacional na produção de café robusta.
Que ações Bocalom cita como exemplo de Rio Branco?
Ele destacou a disponibilização de tratores, calcário, mudas e implementos agrícolas durante sua gestão na Prefeitura de Rio Branco.
