# Brasil seguirá negociando tarifas americanas, diz ministro Elias Rosa

> O ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, afirmou que o Brasil continuará negociando para evitar tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros. O foco é defender a economia nacional.

*Pacha Floripa · Dicas de Viagem · 24 de julho de 2026 · Priscila Nunes*

## Brasil seguirá negociando tarifas americanas, diz ministro Elias Rosa

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, declarou nesta quinta-feira (23) que o Brasil continuará negociando para impedir a imposição da tarifa de 25% que os Estados Unidos aplicaram a produtos brasileiros. O País também pretende ampliar a lista de isenções à tarifa de 12,5% imposta por suposta falha no combate ao trabalho forçado.

## Negociações em Foco

Segundo o ministro, o presidente Lula orientou que as negociações sejam incessantes, com o objetivo de retirar os 25% já decididos e ampliar a lista de exceções. "É preciso negociar, negociar, negociar, para afastar a imposição dos 25% e ampliar as exceções", afirmou a jornalistas.

### Produtos Isentos

Entre os itens que já estão isentos da tarifa americana estão a carne bovina e o café. A lista de exceção vale para todos os países abrangidos pela medida e inclui produtos considerados "sensíveis" à inflação doméstica dos EUA, como alimentos da cesta básica.

## A Lei de Reciprocidade

Questionado sobre a pressão do empresariado para que o Brasil não adote a Lei de Reciprocidade, Elias respondeu que o País não pode abrir mão desse instrumento, pois ele protege a economia nacional e os interesses brasileiros. Ele também afirmou que o governo de Lula jamais renunciará à possibilidade de defender, por todos os meios, os setores produtivos. "O momento e a forma de fazê-lo serão definidos pelo tempo. O objetivo principal é negociar e evitar tarifas que são extremamente injustas e danosas", disse.

### Setores Atingidos

O ministro ressaltou que setores "muito sacrificados", como a madeira, sofrerão forte impacto e afirmou que, se necessário, o Brasil não hesitará em recorrer à reciprocidade. Elias qualificou a tarifa de 12,5% como indevida, ilegítima e ilegal, baseada em fatos inexistentes. O governo, segundo ele, contestará, protestará e usará todos os mecanismos para rejeitar essa cobrança.

## Produtos Exportados

Ele informou que cerca de dois mil produtos exportados ao mercado americano permanecem isentos tanto da tarifa de 25% quanto da de 12,5%. Produtos como celulose e pescados enfrentarão apenas a taxa de 12,5%, enquanto calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções e químicos podem ser tributados em 37,5%.

### Compromissos Históricos

O ministro lembrou os compromissos históricos do Brasil no combate ao trabalho forçado, destacando que todos os acordos internacionais firmados pelo País contêm cláusulas que proíbem a comercialização de bens produzidos com esse tipo de exploração.

## Plano "Brasil Soberano três"

Em relação ao plano "Brasil Soberano três", Elias afirmou que ele está pronto para acolher os setores atingidos pela tarifa de 12,5%. A lei sancionada por Lula permite incluir ou excluir setores, e um comitê definirá garantias de emprego para as indústrias afetadas, com decisões previstas para a próxima semana.

O momento de sua aplicação será determinado posteriormente, após a liberação de produtos nos EUA a partir de 29 de março e após contatos bilaterais programados para fevereiro. A prioridade, segundo ele, é apoiar os setores impactados, diversificar mercados, preparar defesas legais e coordenar a posição brasileira na OMC, aguardando o instante adequado para retomar as negociações. ~502 palavras.

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