Enquanto Bittar surf na onda do bolsonarismo, Petecão se afoga no lulismo
No Acre, os números do Instituto Delta mostram um cenário eleitoral que já virou mantra: o bolsonarismo domina, o lulismo encolhe. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, aparece com 52% das intenções de voto no estado, contra 25% do presidente Lula (PT). A diferença de 17 pontos percentuais, segundo o levantamento, é a menor desde 2018, mas ainda líquida e certa.
Enquanto o herdeiro político de Jair Bolsonaro surf na onda, quem se beneficia é o senador Marcio Bittar (PL-AC). Ele ocupa a segunda posição na corrida ao Senado, com 17,79%, atrás apenas do ex-governador Gladson Cameli (PP), que lidera com 19,13%. Bittar, descrito na fonte como "bolsonarista assumido e convicto", colhe os frutos de uma base que deu a Jair Bolsonaro 62% dos votos em 2022, contra 29% de Lula.
Do outro lado do espectro, o senador Sérgio Petecão (PSD) enfrenta o que a fonte chama de "afogamento" no lulismo. Eleito e reeleito por uma base conservadora, Petecão decidiu compor a base de Lula no Senado. O preço? Aparece na quinta posição na disputa pela reeleição, com 8,6%, tecnicamente empatado com o deputado Eduardo Velloso (Cidadania), que tem 6,71%. A soma da primeira e segunda opção de voto mostra Petecão com 17,2%, contra 35,98% de Bittar.
O que mudou de 2018 para 2026?
A transferência de capital político de Jair Bolsonaro para Flávio é o motor da disputa. Em 2018, Bolsonaro venceu no Acre com 77% contra 22% de Fernando Haddad (PT). Em 2022, mesmo perdendo a reeleição, ele teve 62% no estado contra 29% de Lula. Hoje, Flávio mantém 52%, uma queda de 10 pontos, mas ainda dominante.
A fonte sugere que a vantagem de Flávio aumentou mesmo com "pautas negativas" orquestradas por petistas. O dado concreto: o filho do ex-presidente nunca perdeu a liderança no Acre.
Petecão: o preço da aliança
A decisão de Petecão de compor a base de Lula no Senado é apontada como o principal fator de sua queda. O eleitorado acreano, majoritariamente de direita, não perdoou. Na pesquisa estimulada para o Senado, ele aparece com 8,6%, atrás de Mara Rocha (11,38%) e Jorge Viana (13,52%).
Viana, por sinal, adotou uma tática de sobrevivência: usa apenas o nome "Jorge", evita falar em nome do PT e tenta não fazer guerra ideológica. Sabe que "o PT se queimou de vez", segundo a fonte.
A estratégia de Bittar
Marcio Bittar não é besta, como diz a fonte. Ele vai colocar em pauta a discussão ideológica entre bolsonarismo e lulismo. Também deve convidar Flávio Bolsonaro para vir ao Acre, consolidando seu nome e o da governadora Mailza Assis (PP). Ninguém espera que Lula seja convidado, a fonte o chama de "persona non grata" aos eleitores acreanos.
O cenário geral da pesquisa
A pesquisa do Instituto Delta ouviu 1.006 eleitores em 22 municípios acreanos, entre 11 e 15 de julho. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela TV Gazeta e registrado no TRE-AC (AC-05387/2026) e no TSE (BR-06994/2026).
No cenário estimulado para o governo, Alan Rick (Republicanos) lidera com 38,27%, seguido por Mailza Assis (19,48%) e Tião Bocalom (19,28%). A diferença entre Mailza e Bocalom é de apenas 0,20 ponto percentual, empate técnico dentro da margem de erro.
Perguntas Frequentes
Quem lidera a disputa ao Senado no Acre?
Gladson Cameli (PP) lidera com 19,13%, seguido por Marcio Bittar (PL-AC) com 17,79%, segundo pesquisa do Instituto Delta.
Por que Sérgio Petecão está em quinto lugar?
Petecão compôs a base de Lula no Senado, o que afastou o eleitorado conservador acreano. Ele aparece com 8,6% das intenções de voto.
Qual a vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula no Acre?
Flávio tem 52% contra 25% de Lula, diferença de 17 pontos percentuais, segundo o Instituto Delta.
O que mudou em relação a 2022?
Em 2022, Jair Bolsonaro teve 62% no Acre. Flávio mantém 52%, uma queda, mas ainda dominante.
Quem é o candidato do PT ao Senado?
Jorge Viana, que usa apenas o nome "Jorge" e evita associar-se ao PT na campanha.
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