Flávio pede que embaixadores enviem observadores para eleições de outubro
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) pediu, nesta terça-feira (21), que embaixadores de diversos países enviem "a maior quantidade de observadores" para as eleições de outubro deste ano. A declaração foi feita durante um almoço com diplomatas estrangeiros no evento "Debatendo o Brasil", realizado em Brasília pelo site The Brazilian Report e a agência Novo Selo Comunicação.
Por que Flávio pediu observadores internacionais?
Flávio Bolsonaro afirmou que todos os países deveriam enviar observadores com conhecimento sobre tecnologia eleitoral. "Que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para as nossas eleições, como sempre fazem, e também pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia e como o Brasil pode ter eleições mais seguras e transparentes", disse o senador.
Questionamentos sobre as urnas eletrônicas
Durante o evento, Flávio questionou a segurança das urnas eletrônicas e citou dados sobre o sistema brasileiro já desmentidos pela Justiça Eleitoral. Ele mencionou relatórios da CIA que denunciam suspeitas de fraudes em processos eleitorais eletrônicos na Venezuela. Segundo a Casa Branca, os documentos mostram que o país venezuelano realizou um experimento com máquinas de votação capazes de trocar votos sem que isso fosse detectado por auditorias posteriores ou recontagens manuais. Essas máquinas foram fabricadas pela Smartmatic.
A resposta do TSE sobre a Smartmatic
A diplomatas, Flávio afirmou que a Smartmatic também fabricou urnas eletrônicas para serem usadas no Brasil. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já negou essa informação. Em 2020, a Corte eleitoral informou, por meio de nota, que a empresa venezuelana nunca forneceu urnas ou softwares utilizados para o Brasil, tendo apenas atuado no "treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional para as urnas brasileiras".
Em trecho do comunicado divulgado à época, o TSE esclareceu: "A Smartmatic celebrou contratos com o TSE em outras ocasiões somente para a prestação de serviços de conexão de dados e voz, e não para o desenvolvimento ou operação da urna eletrônica. Além disso, a empresa participou da licitação para a fabricação de urnas eletrônicas para 2020, mas perdeu para a empresa Positivo".
Reação do coordenador de campanha
Na noite desta terça-feira, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, avaliou o encontro com os embaixadores como "normal". Ele alegou que a ocasião atende ao interesse de diversos países em conhecer o possível presidente do país. "É uma interlocução absolutamente normal. Eles querem entender como pensa o Flávio, de que maneira ele se comportaria no exercício da Presidência da República", disse Marinho. "Vários países do mundo entendem que o Brasil é um país importante, eles têm interesse de conversar com aqueles que terão a possibilidade de presidirem o país. O país é uma das dez maiores economias do mundo", explicou.
Perguntas Frequentes
O que Flávio Bolsonaro pediu aos embaixadores?
Flávio pediu que embaixadores de diversos países enviem observadores para as eleições de outubro, com conhecimento sobre tecnologia eleitoral.
Quando e onde ocorreu o pedido?
O pedido foi feito nesta terça-feira (21) durante o evento "Debatendo o Brasil", em Brasília, promovido pelo The Brazilian Report e a Novo Selo Comunicação.
O que o TSE disse sobre as afirmações de Flávio?
O TSE negou que a Smartmatic tenha fornecido urnas ou softwares para o Brasil, afirmando que a empresa só prestou serviços de treinamento e conexão de dados.
Quem é Rogério Marinho e o que ele disse?
Rogério Marinho (PL-RN) é o coordenador da campanha de Flávio. Ele classificou o encontro como "normal" e disse que atende ao interesse de países em conhecer o possível presidente.
As urnas eletrônicas brasileiras são seguras?
A Justiça Eleitoral afirma que o sistema é seguro e já desmentiu dados citados por Flávio sobre o sistema brasileiro.
