Quase dois em cada três conteúdos políticos feitos por inteligência artificial em publicações nas redes sociais não sinalizou o uso da tecnologia. O dado é do Observatório IA nas eleições, desenvolvido pela Data Privacy Brasil e pelo Aláfia Lab, e cobre o período entre 1º de janeiro e 16 de agosto de 2026. A omissão é proibida pela Justiça Eleitoral.
O levantamento aponta que o senador Flávio e o PL lideram o uso desse tipo de conteúdo, segundo o observatório. A informação foi publicada pelo Jornal Opinião.
O que o observatório encontrou
Segundo o Observatório IA nas eleições, a maioria dos conteúdos políticos produzidos com inteligência artificial não trouxe qualquer aviso sobre o uso da tecnologia. A regra da Justiça Eleitoral exige que esse tipo de material seja identificado.
A pesquisa foi conduzida pela Data Privacy Brasil e pelo Aláfia Lab, duas organizações que se dedicam a estudar o impacto da tecnologia na sociedade. O recorte temporal vai de 1º de janeiro a 16 de agosto de 2026, período que antecede as eleições.
Por que isso importa para o eleitor
Quando um conteúdo feito por IA não é sinalizado, o eleitor pode não perceber que aquilo não foi produzido por uma pessoa. Isso afeta a forma como a informação é recebida e compartilhada.
A Justiça Eleitoral determina que o uso de inteligência artificial em conteúdos de campanha seja informado de maneira clara. A ausência desse aviso configura irregularidade.
O levantamento do Observatório IA nas eleições joga luz sobre uma prática que deve crescer conforme a tecnologia se populariza. A tendência é que os órgãos de fiscalização apertem o cerco nos próximos meses.
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