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Gabrielli afirma que ajuste fiscal deve servir às metas econômicas e sociais

ResumoJosé Sérgio Gabrielli, coordenador do programa de governo do PT, defendeu em reunião com o mercado financeiro que o ajuste fiscal deve servir como instrumento para alcançar metas econômicas e sociais, não como objetivo final. As propostas apresentadas ainda não foram validadas pelo Ministério da Fazenda.

José Sérgio Gabrielli, coordenador do programa de governo do PT, defendeu em reunião com o mercado financeiro que o ajuste fiscal deve ser instrumento para alcançar metas econômicas e sociais, e não objetivo em si. As ideias ainda não foram validadas pelo Ministério da Fazenda ne

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Gabrielli afirma que ajuste fiscal deve servir às metas econômicas e sociais
Gabrielli afirma que ajuste fiscal deve servir às metas econômicas e sociaisFoto: Reprodução · Pacha Floripa

O coordenador do programa de governo do PT, José Sérgio Gabrielli, afirmou que o ajuste fiscal deve servir às metas econômicas e sociais, e não ser um objetivo em si mesmo. A declaração foi feita durante reunião com representantes do mercado financeiro, nesta sexta-feira, 17 de julho de 2026, em São Paulo.

Gabrielli apresentou propostas como a elevação do salário mínimo para reduzir a dependência do Bolsa Família e a adoção de medidas de controle de capitais. Segundo o Valor Econômico, as ideias ainda não foram validadas pelo Ministério da Fazenda, pela direção nacional do PT nem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, permanecendo em discussão interna entre as alas do partido.

O que Gabrielli propôs para a economia

Gabrielli argumentou que o combate à inflação não deve depender exclusivamente da política monetária. Ele propôs o fortalecimento dos bancos públicos para ampliar a concorrência, a criação de estoques reguladores de alimentos e instrumentos para reduzir a volatilidade cambial.

Também defendeu ampliar a tributação sobre as camadas de maior renda e destacou que a dívida bruta do governo geral supera 80% do PIB. Para ele, o principal desafio fiscal está nas emendas parlamentares.

Eficiência do gasto público

Outro ponto defendido foi ampliar a eficiência do gasto por meio de melhorias de gestão. Gabrielli citou um "eixo estratégico de melhoria da eficiência" inspirado em iniciativas do Ministério da Gestão e da Inovação nas áreas de compras públicas, orçamento e política de pessoal.

Ajuste fiscal como instrumento, não como fim

Sobre um quarto mandato de Lula, Gabrielli enfatizou a necessidade de foco em transição energética, terras-raras, educação e formação técnica. Ele afirmou que o ajuste fiscal deve ser instrumento para alcançar metas econômicas e sociais, e não objetivo em si.

Tensão interna na pré-campanha

A reunião ocorreu em meio a tensão interna na pré-campanha. O presidente do PT, Edinho Silva, havia relativizado declarações de Gabrielli que causaram reação no mercado, afirmando que "só tem um condutor da política econômica, que se chama presidente Lula" e que "o porta-voz na economia é o ministro Dario Durigan".

Desde então, Durigan tem concentrado a interlocução econômica da campanha, reunindo-se com agentes financeiros na semana anterior e mantendo novas rodadas de conversas. Gabrielli reconheceu a legitimidade de Durigan, descrevendo-o como "o porta-voz legítimo da política econômica" e elogiando seu trabalho.

Próximos passos

O coordenador informou que voltará a se encontrar com investidores apenas após a convenção do PT, prevista para dois de agosto. Durigan, por sua vez, tem defendido a necessidade de moderar o crescimento das despesas obrigatórias sem recorrer a arrocho fiscal, propondo alterações nos pisos constitucionais, no arcabouço fiscal e nas regras que vinculam os benefícios previdenciários ao salário mínimo.

A taxa Selic permanece em 14,25% ao ano.

Perguntas Frequentes

Quem é José Sérgio Gabrielli?

José Sérgio Gabrielli é o coordenador do programa de governo do PT, responsável por apresentar propostas econômicas para a campanha.

O que Gabrielli defendeu na reunião com o mercado?

Ele defendeu elevação do salário mínimo, controle de capitais, fortalecimento de bancos públicos, estoques reguladores de alimentos e maior tributação sobre as camadas de maior renda.

As propostas de Gabrielli foram validadas pelo PT?

Não. As ideias ainda não foram validadas pelo Ministério da Fazenda, pela direção nacional do PT nem pelo presidente Lula.

Quem é o porta-voz oficial da política econômica da campanha?

O ministro Dario Durigan é o porta-voz na economia, segundo o presidente do PT, Edinho Silva.

Qual a posição de Gabrielli sobre o ajuste fiscal?

Ele afirma que o ajuste fiscal deve ser instrumento para alcançar metas econômicas e sociais, e não objetivo em si.

Quando Gabrielli voltará a se reunir com investidores?

Apenas após a convenção do PT, prevista para dois de agosto.

André Schmitt
Sobre o autor · Especialista em surfe e esportes de praia

Lê a previsão de ondulação como ninguém e indica o pico certo pro seu nível. Surfa Joaquina e Mole desde guri.

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