# Greve nos Correios: TST manda manter 80% do efetivo

> O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que os Correios mantenham 80% do efetivo em atividade durante a greve iniciada em 10 de setembro, decisão que considera o impacto no período eleitoral de 2026. A medida busca garantir a continuidade dos serviços postais essenciais à população.

*Pacha Floripa · Dicas de Viagem · 15 de setembro de 2026 · Tatiana Reis*

O TST determinou que os Correios mantenham 80% do efetivo trabalhando durante a greve iniciada em 10 de setembro. A decisão cita o impacto no período eleitoral de 2026. Entenda o que muda para quem espera encomenda.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que os Correios mantenham 80% do efetivo trabalhando durante a greve da categoria, iniciada na quinta-feira (10). A decisão foi assinada no sábado (12) pelo presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, depois que a estatal recorreu ao tribunal para garantir o funcionamento mínimo da empresa, que classifica o movimento como abusivo.

Na prática, quem espera encomenda deve acompanhar os prazos com atenção, mas o cenário não é de paralisação total. O presidente do TST entendeu que o serviço dos Correios é essencial e que a greve pode afetar as eleições.

"A atividade essencial desenvolvida pela suscitante se agiganta em face dos compromissos assumidos com entes públicos e privados relacionados ao pleito eleitoral de 2026, cujo período de campanha encontra-se em curso, o que agrava os impactos à sociedade do movimento paredista", afirmou o ministro.

## Por que a categoria cruzou os braços

Os trabalhadores buscam a aprovação do acordo coletivo de trabalho 2025/2026. Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), a deflagração veio após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo.

A federação afirma que a categoria tentou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores. Um dos principais pontos do impasse é o plano de saúde, que atinge trabalhadores, aposentados e suas famílias.

Os sindicatos também contestam o modelo de reestruturação da estatal, que prevê o fechamento de agências e a redução de distritos postais. A categoria diz que não pode ser responsabilizada pela crise financeira da empresa.

## O que os Correios fizeram para segurar a operação

Em nota à imprensa, os Correios informaram que acionaram um plano de continuidade de negócios para reduzir os impactos da greve.

"Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico", informou a estatal.

Para quem vende online ou depende de entrega, a recomendação prática é simples: antecipe postagens e avise o cliente sobre possível variação de prazo. O rastreamento de encomendas continua disponível, e o volume de 80% do efetivo tende a manter a operação rodando, ainda que com ritmo menor em algumas regiões.

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