Ministério prorroga emergência fitossanitária no Acre contra praga do cacau
O governo federal renovou por mais um ano a declaração de estado de emergência fitossanitária no Acre para conter a ameaça de introdução da Moniliophthora roreri, fungo responsável pela monilíase do cacaueiro. A prorrogação da medida foi oficializada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em portaria publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União.
A partir de 5 de agosto de 2026, o status de alerta preventivo, mantido de forma contínua desde 2021, vai vigorar. Além do Acre, a portaria abrange os estados do Amazonas, Pará e Rondônia, estabelecendo um cerco de proteção na faixa fronteiriça do país.
A monilíase é classificada como uma das enfermidades agrícolas mais severas das Américas, afetando diretamente os frutos do cacaueiro. O ataque do patógeno interrompe o desenvolvimento normal das bagas, inviabilizando a colheita e podendo causar colapso financeiro nas propriedades rurais atingidas. Com a proximidade geográfica do Norte brasileiro a nações vizinhas que enfrentam surtos da praga, os órgãos de defesa sanitária permanecem em vigilância permanente.
A renovação do decreto assegura aporte institucional e normativo para que a União e os governos estaduais mantenham postos de fiscalização, realizem varreduras periódicas em áreas agrícolas e executem inspeções em vias de acesso e pontos de fronteira. O objetivo é proteger o parque produtor nacional de cacau contra a instalação do microorganismo.
Perguntas Frequentes
O que é a Moniliophthora roreri?
A Moniliophthora roreri é um fungo que causa a monilíase do cacaueiro, uma das doenças mais severas que afetam a produção de cacau.
Quais estados estão incluídos na prorrogação da emergência fitossanitária?
Além do Acre, a prorrogação também abrange os estados do Amazonas, Pará e Rondônia.
Quando a nova prorrogação entra em vigor?
A nova prorrogação entra em vigor a partir de 5 de agosto de 2026.
Por que é importante a prorrogação da emergência fitossanitária?
A prorrogação é crucial para proteger a produção de cacau e evitar colapsos financeiros nas propriedades rurais afetadas pela praga.
