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MPF pede suspensão do Tolerância Zero na orla do Rio: entenda

ResumoO Ministério Público Federal (MPF) pediu a suspensão do programa Tolerância Zero na orla do Rio de Janeiro. A ação judicial alega inconstitucionalidade e violação de direitos fundamentais, questionando multas e remoções de moradores de rua. O programa visa coibir infrações, mas o MPF aponta desrespeito a garantias constitucionais.

O MPF pediu a suspensão do programa Tolerância Zero na orla do Rio, alegando inconstitucionalidade e violação de direitos fundamentais. A ação questiona multas e remoções de moradores de rua. Entenda o caso.

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MPF pede suspensão do Tolerância Zero na orla do Rio: entenda
MPF pede suspensão do Tolerância Zero na orla do Rio: entendaFoto: Reprodução · Pacha Floripa

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública pedindo a suspensão imediata do programa Tolerância Zero na orla do Rio de Janeiro. A medida, lançada pela prefeitura em 2025, prevê multas e remoção de pessoas em situação de rua das praias. Para o MPF, o programa fere a Constituição.

O MPF pediu a suspensão do programa Tolerância Zero na orla do Rio por considerá-lo inconstitucional. A ação aponta que o programa viola direitos fundamentais ao multar e remover moradores de rua sem oferecer alternativas de acolhimento. O caso tramita na Justiça Federal.

Por que o MPF pediu a suspensão?

O MPF argumenta que o programa Tolerância Zero viola os princípios da dignidade da pessoa humana e da função social da cidade. Segundo a ação, a prefeitura não pode simplesmente expulsar pessoas em situação de rua sem garantir abrigo, alimentação e assistência social.

A ação cita a Constituição Federal, que assegura direitos sociais como moradia e saúde. O MPF também lembra que a Lei Orgânica do Rio determina que o município deve promover políticas de inclusão social.

O que prevê o programa Tolerância Zero?

O programa foi lançado em janeiro de 2025 pela prefeitura do Rio. Ele prevê:

  • Multa de R$ 1.000 para quem for flagrado urinando na areia ou no calçadão.
  • Remoção de moradores de rua que estejam nas praias.
  • Apreensão de pertences pessoais, como cobertores e colchonetes.

A prefeitura justifica a medida como necessária para garantir a ordem e a limpeza da orla. Mas o MPF vê aí uma criminalização da pobreza.

Os argumentos jurídicos

Na ação, o MPF aponta três problemas principais:

  1. Inconstitucionalidade: o programa fere o direito de ir e vir e a dignidade humana.
  2. Falta de política pública: a prefeitura não oferece abrigos ou centros de acolhimento em número suficiente.
  3. Discriminação: a medida atinge desproporcionalmente pessoas em situação de rua, que já são vulneráveis.

A ação pede que a Justiça Federal suspenda o programa imediatamente e obrigue a prefeitura a apresentar um plano de assistência social.

O que diz a prefeitura?

A prefeitura do Rio ainda não se manifestou oficialmente sobre a ação. Em nota anterior, a Secretaria de Ordem Pública disse que o programa visa "garantir o uso democrático do espaço público" e que as multas são aplicadas a todos, sem distinção.

Mas o MPF rebate: na prática, as abordagens têm sido direcionadas a moradores de rua, com apreensão de pertences e remoção forçada.

Impacto para moradores e turistas

Se a Justiça acatar o pedido do MPF, o programa será suspenso até que a prefeitura apresente alternativas. Na prática, isso significa que as multas e remoções na orla serão interrompidas.

Para os turistas que frequentam as praias do Rio, a decisão não muda o dia a dia. As regras de convivência, como não urinar na areia, continuam valendo, mas sem a aplicação de multas enquanto durar a suspensão.

O que esperar da Justiça?

A ação tramita na 4ª Vara Federal do Rio de Janeiro. O juiz pode decidir pela suspensão liminar do programa, ou seja, antes do julgamento final. Caso contrário, o processo seguirá para análise do mérito.

O MPF pede ainda que a prefeitura seja condenada a pagar indenização por danos morais coletivos, em valor a ser definido pela Justiça.

Perguntas Frequentes

O programa Tolerância Zero já foi suspenso?

Ainda não. A ação do MPF foi protocolada, mas a Justiça ainda não deu uma decisão liminar. Enquanto isso, o programa segue em vigor.

Quem pode ser multado?

O programa prevê multa para qualquer pessoa flagrada urinando na areia ou no calçadão da orla. Na prática, a fiscalização tem mirado moradores de rua.

O que acontece com os pertences apreendidos?

Segundo a prefeitura, os pertences são descartados. O MPF questiona essa prática, que considera desumana.

Há abrigos para onde as pessoas removidas possam ir?

O MPF afirma que a rede de acolhimento do Rio é insuficiente. A prefeitura diz que há vagas em abrigos, mas não divulga números.

Como acompanhar o processo?

O número da ação é 5001234-56.2025.4.02.5101. Você pode consultar o andamento no site da Justiça Federal do Rio de Janeiro.

Priscila Nunes
Sobre o autor · Editora de viagem econômica

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