Mulheres negras exaltam Tereza de Benguela e cobram titulação de terra
Neste sábado (25), celebramos o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, um momento importante para reconhecer a luta pelos direitos das mulheres negras. Desde 2014, o dia 25 de julho também é reconhecido como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, em homenagem à figura emblemática da líder quilombola.
Tereza de Benguela, que viveu no século XVIII, se tornou um símbolo de resistência e luta pela liberdade e pelos direitos das mulheres negras no Brasil. Neste dia, é comum que mulheres negras exaltem suas conquistas e reivindiquem a titulação de terras, buscando garantir seus direitos e a valorização de sua história.
A titulação de terras é um tema crucial para as comunidades quilombolas, que enfrentam desafios históricos e estruturais em seu reconhecimento e na garantia de seus direitos territoriais. A luta por isso não é apenas uma questão de reconhecimento, mas também de justiça social e reparação histórica.
As mulheres negras, ao celebrarem Tereza de Benguela, reforçam a importância de sua liderança e a necessidade de uma maior visibilidade para as questões que as afetam diretamente. A data serve como um chamado à ação, não apenas para lembrar a história, mas também para lutar por um futuro onde seus direitos sejam respeitados e garantidos.
Assim, neste Dia Internacional da Mulher Negra, é essencial refletir sobre as lutas travadas e as vitórias já conquistadas, mas também sobre os desafios que ainda persistem. A titulação de terras é um passo fundamental para assegurar a dignidade e a autonomia das mulheres negras e das comunidades quilombolas no Brasil.
