# Novo tarifaço: alíquota de 25% dos EUA contra Brasil entra em vigor

> O tarifaço de 25% dos Estados Unidos contra produtos brasileiros entra em vigor em 22 de janeiro. A medida, oficializada pelo USTR, eleva a tensão nas relações bilaterais. O governo Lula adota cautela e estuda medidas de reciprocidade para responder à nova alíquota.

*Pacha Floripa · Dicas de Viagem · 22 de julho de 2026 · André Schmitt*

A partir das 01h01 de Brasília desta quarta-feira (22), entra em vigor o novo tarifaço de 25% dos Estados Unidos contra certos produtos brasileiros. A medida, oficializada pelo USTR, gera tensão nas relações bilaterais. O governo Lula adota cautela, mas estuda medidas de reciproc

## Novo tarifaço: alíquota de 25% dos EUA contra Brasil entra em vigor

A partir das 01h01 de Brasília desta quarta-feira (22), entra em vigor o novo tarifaço de 25% dos Estados Unidos contra certos produtos brasileiros. A medida foi oficializada na virada de quinta (16) para sexta-feira (17) passada em documento publicado pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos).

A nova alíquota é oriunda de uma investigação do órgão que vinha se desenvolvendo desde que Trump anunciou o primeiro tarifaço de 50% contra o Brasil, em julho de 2025. No começo de junho deste ano, o Representante Comercial propôs a imposição dos 25% sobre as importações do Brasil no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana - ferramenta que permite aos EUA investigar e retaliar outras nações contra práticas consideradas injustas.

## O que motivou o tarifaço?

O USTR determinou que políticas do governo brasileiro sobre comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, processamento de patentes e pirataria, etanol e desmatamento ilegal geram insegurança jurídica e competição desleal aos players dos EUA. Mesmo após uma série de audiências públicas em que a sociedade civil se expressou contra o tarifaço, a decisão foi mantida.

## Reação do governo brasileiro

Em resposta, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o dia 15 de julho "passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável". O Planalto anunciou que usaria instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade contra as novas cobranças impostas por Washington.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, reforçaram o posicionamento. "Continuar negociando, essa é a orientação. E, mais do que isso, continuar dialogando internamente com o setor produtivo", disse Elias Rosa. Ele classificou a decisão como "injusta, indevida, descabida", mas afirmou que o governo vai adotar medidas para socorrer quem precisa e tentar reverter a decisão.

## Cautela na retaliação

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que avaliava como provável uma retomada no processo da Lei de Reciprocidade. No entanto, reformulou o discurso: "Não cabe falar em retaliação. Retaliação é uma palavra que está fora do nosso escopo". Durigan disse que "o país vai se proteger, vai se fazer respeitar".

A CNN Brasil apurou que o presidente Lula pediu estudos de impacto e adotou prudência na aplicação da Lei da Reciprocidade. A postura visa evitar aumentos ainda maiores das tarifas e a elevação dos preços ao consumidor brasileiro. "Vamos com cautela", disse Durigan.

## O que diz o setor privado

O governo se reuniu com o setor privado, que reforçou o coro contra a retaliação e pediu apoio aos exportadores afetados. Alckmin bateu o martelo: "a ideia não é retaliação. Olho por olho, o que pode acontecer, é os dois ficarem cegos". Mas não deixou de dizer que o Brasil tem como responder: "nós temos instrumentos para fazê-lo, no momento oportuno, da forma adequada".

## Cenário de tensão

O mercado e especialistas acompanham os movimentos com receio, atentos à resposta do governo brasileiro. Uma ala do governo Lula também pondera o risco de Donald Trump "subir o tom" contra o Brasil no processo de acionamento da Lei da Reciprocidade, segundo auxiliares do mandatário. O governo indicou que segue na mesa de negociação, mas trabalha em medidas como abertura de novos mercados aos produtos afetados.

## Perguntas Frequentes

### Quando entra em vigor o novo tarifaço?

A partir das 01h01 de Brasília desta quarta-feira (22).

### Qual é a alíquota do novo tarifaço?

25% sobre certos produtos brasileiros.

### Por que os EUA impuseram o tarifaço?

O USTR alega que políticas brasileiras sobre comércio digital, patentes, etanol e desmatamento geram insegurança jurídica e competição desleal.

### O que o Brasil pode fazer em resposta?

O governo estuda usar a Lei de Reciprocidade, mas adota cautela para evitar escalada. A prioridade é negociar e mitigar impactos.

### O tarifaço afeta todos os produtos brasileiros?

Não. A medida atinge apenas certos produtos, sem especificação detalhada na fonte.

### Haverá retaliação do Brasil?

O governo descarta o termo "retaliação", mas afirma ter instrumentos para responder no momento oportuno.

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