A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (12) uma operação no Rio de Janeiro para desarticular um esquema de desvio de combustível. A ação, batizada de Operação Fogo Cruzado, cumpre 15 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a distribuidoras e postos de gasolina suspeitos de integrarem a organização criminosa. A PF investiga fraudes que teriam gerado prejuízos superiores a R$ 500 milhões aos cofres públicos e às empresas lesadas. O esquema de desvio de combustível no Rio envolvia adulteração de produtos, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
A operação no Rio desarticula esquema de desvio de combustível que atuava há pelo menos dois anos. Segundo a Polícia Federal, a quadrilha comprava combustível de distribuidoras com notas fiscais frias, desviava o produto e o revendia a postos por preços abaixo do mercado. O combustível adulterado era misturado a solventes e outros produtos químicos, aumentando o volume e o lucro dos criminosos. A investigação começou após denúncias de sonegação fiscal e adulteração de combustíveis em postos da região metropolitana do Rio.
Como funcionava o esquema de desvio de combustível no Rio
O esquema de desvio de combustível no Rio operava em três etapas principais. Primeiro, a organização criava empresas de fachada para emitir notas fiscais falsas de compra de combustível. Depois, o produto era desviado de distribuidoras legítimas e transportado para galpões clandestinos. Por fim, o combustível era adulterado com solventes e revendido a postos parceiros, que pagavam em dinheiro ou por meio de contas de laranjas.
A PF identificou que o esquema movimentou mais de R$ 1 bilhão nos últimos dois anos. A adulteração do combustível causava danos aos motores dos veículos e aumentava a emissão de poluentes. Além disso, a sonegação de impostos estaduais e federais comprometia a arrecadação do Rio de Janeiro, que já enfrenta dificuldades fiscais.
Os alvos da operação
A operação no Rio desarticula esquema de desvio de combustível que envolvia 12 pessoas físicas e 8 empresas. Entre os alvos estão donos de postos de gasolina, distribuidoras de combustível e contadores que auxiliavam na lavagem de dinheiro. A PF também cumpre mandados de sequestro de bens, incluindo imóveis, veículos de luxo e contas bancárias.
Impactos no mercado de combustíveis
O esquema de desvio de combustível no Rio afetava diretamente o mercado legal. Postos que compravam combustível adulterado conseguiam oferecer preços até 15% mais baixos que a concorrência, prejudicando estabelecimentos regulares. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estima que a adulteração de combustíveis cause perdas anuais de R$ 2 bilhões ao setor em todo o país.
A operação no Rio desarticula esquema de desvio de combustível que também prejudicava os consumidores. Veículos abastecidos com combustível adulterado apresentavam maior desgaste do motor, aumento no consumo e risco de acidentes. A ANP recomenda que motoristas desconfiem de preços muito abaixo da média e verifiquem o selo de qualidade nos postos.
Ações da Polícia Federal e parcerias
A operação no Rio desarticula esquema de desvio de combustível com apoio da Receita Federal e do Ministério Público Federal. A PF utilizou técnicas de inteligência financeira para rastrear o fluxo de dinheiro da organização. As investigações revelaram que o esquema usava criptomoedas e contas no exterior para lavar os lucros ilícitos.
A PF também contou com informações da ANP, que monitora a qualidade dos combustíveis vendidos no país. A agência realiza testes periódicos em postos e já flagrou irregularidades em mais de 30% dos estabelecimentos fiscalizados no Rio de Janeiro em 2025.
Como denunciar esquemas de desvio de combustível
A operação no Rio desarticula esquema de desvio de combustível, mas a PF alerta que outros grupos podem estar ativos. Cidadãos podem denunciar suspeitas de adulteração ou sonegação pelos canais oficiais: Disque-Denúncia (181), ouvidoria da ANP e site da PF. A recompensa por informações que levem à prisão de envolvidos pode chegar a R$ 10 mil.
Perguntas Frequentes
O que é a Operação Fogo Cruzado?
É a operação da Polícia Federal que desarticulou um esquema de desvio de combustível no Rio de Janeiro, cumprindo mandados de busca e apreensão contra 12 pessoas e 8 empresas.
Como o esquema de desvio de combustível funcionava?
A quadrilha comprava combustível com notas fiscais frias, desviava o produto, adulterava com solventes e revendia a postos parceiros por preços abaixo do mercado.
Quais os prejuízos do esquema?
Os prejuízos aos cofres públicos e às distribuidoras são estimados em mais de R$ 500 milhões. A adulteração também danifica motores e aumenta a poluição.
Como denunciar esquemas de adulteração de combustível?
Denúncias podem ser feitas pelo Disque-Denúncia (181), ouvidoria da ANP ou site da Polícia Federal. Há recompensa de até R$ 10 mil.
O que fazer se suspeitar de combustível adulterado?
Desconfie de preços muito abaixo da média, verifique o selo de qualidade da ANP no posto e, em caso de dúvida, denuncie. Veículos com desempenho irregular após abastecimento devem ser levados a um mecânico.
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