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Polícia investiga com prioridade assassinato de casal em São Vicente | Caso Ieda e Fabiana

ResumoA Polícia Civil investiga com prioridade, pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), o assassinato do casal Ieda Simplício (62) e Fabiana Nogueira (47), encontrado morto no bairro Samaritá, em São Vicente. O caso possui possível viés misógino e lesbofóbico, mobilizando entidades e a deputada Erika.

A Polícia Civil investiga com prioridade, via Delegacia de Investigações Gerais (DIG), o assassinato do casal Ieda Simplício (62) e Fabiana Nogueira (47), encontrado morto no bairro Samaritá. O caso, com possível viés misógino e lesbofóbico, mobilizou entidades e a deputada Erika

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Polícia investiga com prioridade assassinato de casal em São Vicente | Caso Ieda e Fabiana
Polícia investiga com prioridade assassinato de casal em São Vicente | Caso Ieda e FabianaFoto: Reprodução · Pacha Floripa

Polícia investiga com prioridade assassinato de casal em São Vicente

A Polícia Civil investiga com prioridade, pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), o assassinato de Ieda Simplício (62) e Fabiana Nogueira (47), encontradas sem vida no bairro Samaritá, em São Vicente. Elas estavam desaparecidas desde 9 de julho. O caso corre sob sigilo e exames periciais foram requisitados. Há suspeita de crime de ódio com viés misógino e lesbofóbico.

Como a polícia está conduzindo a investigação do assassinato do casal?

A autoridade já requisitou exames periciais e necroscópicos para seguir com a apuração. Diligências prosseguem visando o total esclarecimento dos fatos e identificação da autoria do crime. A Polícia Civil informou a Agência Brasil que o caso é tratado com prioridade através da DIG. Até o momento, nenhum suspeito foi nomeado oficialmente.

Quem eram Ieda e Fabiana e o que se sabe sobre o crime?

Ieda Simplício, de 62 anos, e Fabiana Nogueira, de 47 anos, eram um casal de mulheres negras e LGBTQ+ da cidade de Praia Grande, no litoral paulista. Elas estavam prestes a se casar. Os corpos foram encontrados enterrados em uma área de mata no bairro Samaritá, em São Vicente, na tarde do último sábado (20). Junto aos corpos, foi encontrado também um crânio humano não identificado.

Por que o caso mobilizou entidades e parlamentares?

Em razão do crime de ódio, com possível viés misógino e lesbofóbico, diversas entidades e representantes da comunidade LGBTQ+ se manifestaram nas redes sociais. A deputada federal do Psol, Erika Hilton, disse na rede X que acionou o Ministério Público de São Paulo. Ela evidenciou a brutalidade do crime e cobrou que os culpados sejam identificados.

"Um casal de duas mulheres negras que estava prestes a se casar, ambas foram encontradas mortas em Praia Grande em condições estarrecedoras", escreveu Erika.

A fundadora do Instituto Marielle Franco e ex-ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, também se manifestou no X, relembrando o aumento de casos de feminicídio no Brasil.

"O Brasil continua sendo um país onde mulheres são assassinadas todos os dias. E quando essas mulheres são lésbicas, o silêncio e a invisibilidade também fazem parte da violência."

Como a comunidade LGBTQ+ reagiu ao caso?

A Liga Brasileira de Lésbicas e Mulheres Bissexuais publicou um memorial do casal no Instagram. A fundação, que existe desde 2003, apontou a importância de tratar o caso como feminicídio e lesbofobia. Outra questão levantada por usuários foi a falta de repercussão do caso na mídia. Diversos perfis argumentam que crimes de lesbofobia não recebem a devida atenção na imprensa.

Perguntas Frequentes

O que a polícia já descobriu sobre o assassinato?

A Polícia Civil investiga com prioridade via DIG, sob sigilo. Exames periciais e necroscópicos foram requisitados. Diligências prosseguem, mas nenhum suspeito foi identificado oficialmente até o momento.

Onde os corpos foram encontrados?

Os corpos foram encontrados enterrados em uma área de mata no bairro Samaritá, em São Vicente, no litoral paulista. Junto a eles, foi achado um crânio humano não identificado.

O que significa crime de ódio com viés lesbofóbico?

Significa que há suspeita de que o assassinato tenha sido motivado pelo ódio contra a orientação sexual e identidade de gênero das vítimas. A deputada Erika Hilton e outras entidades cobram que o caso seja investigado como feminicídio e lesbocídio.

Quem são as principais vozes cobrando justiça?

A deputada federal Erika Hilton (Psol) e a ex-ministra Anielle Franco são as figuras públicas que se manifestaram. Ambas acionaram instituições e cobram que o crime não seja tratado como um caso isolado.

Henrique Cardoso
Sobre o autor · Colunista de turismo náutico

Navega a baía e as ilhas do entorno de leme em punho. Indica passeio de barco, marina e a melhor enseada pra fundear.

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