Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões em assembleia realizada na noite de quarta-feira (14). O impasse trava reajuste salarial, vale-refeição e plano de saúde, e a categoria pode paralisar os serviços de ônibus na capital fluminense a partir da próxima segunda-feira (19).
A assembleia, convocada pelo Sindicato dos Rodoviários do Rio (SindRodoviários) e realizada na sede da entidade, no Centro, reuniu cerca de 2 mil trabalhadores. A proposta apresentada pelo Sindicato das Empresas de Ônibus (Rio Ônibus) foi rejeitada por ampla maioria. A categoria reivindica reajuste salarial de 15%, vale-refeição de R$ 30 por dia e manutenção do plano de saúde sem coparticipação. As empresas ofereceram 6% de reajuste salarial e vale de R$ 22.
"A proposta das empresas não cobre nem a inflação acumulada", afirmou o presidente do SindRodoviários, Sebastião José, em discurso na assembleia. "O trabalhador não pode perder poder de compra mais um ano." O sindicato patronal, por sua vez, alega que o setor enfrenta queda de 30% no número de passageiros desde 2019, com perda de receita estimada em R$ 1,2 bilhão no período, dado divulgado pela Rio Ônibus em nota oficial.
O impasse reflete o cenário nacional do transporte público urbano. Dados do Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento (ITDP) indicam que, em 2025, 14 capitais brasileiras tiveram greves ou ameaças de greve no setor. O Rio de Janeiro, com frota de 8.200 ônibus municipais, transporta 2,5 milhões de passageiros por dia útil.
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Para o usuário, a paralisação pode afetar todas as linhas municipais, incluindo BRT, corredores expressos e linhas convencionais. A prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Transportes, informou que monitora a situação e pode acionar plano de contingência com vans e lotações emergenciais. Não há previsão de intervenção judicial, segundo fontes do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1).
Se a greve for confirmada, será a primeira paralisação geral de rodoviários no Rio desde 2023. Na ocasião, a categoria ficou 48 horas sem circular, até acordo mediado pelo TRT-1. Desta vez, a mediação não foi solicitada por nenhuma das partes até o fechamento desta edição.
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Enquanto a negociação não avança, a recomendação para quem depende de ônibus é buscar rotas alternativas, como metrô, trem ou barcas, que não devem ser afetados. O MetrôRio opera normalmente com frota de 42 trens, e a SuperVia mantém 110 composições circulando, segundo as concessionárias.
Perguntas Frequentes
Quando a greve dos rodoviários do Rio começa?
A greve pode começar na segunda-feira (19), caso não haja acordo até sexta-feira (16). A assembleia que decidirá pela paralisação está marcada para sábado (17).
Quais linhas de ônibus serão afetadas?
Todas as linhas municipais do Rio de Janeiro, incluindo BRT, corredores expressos e linhas convencionais, podem parar. Linhas intermunicipais e interestaduais não são afetadas.
O que os rodoviários estão pedindo?
Reajuste salarial de 15%, vale-refeição de R$ 30 por dia e manutenção do plano de saúde sem coparticipação.
O que as empresas de ônibus oferecem?
Reajuste salarial de 6% e vale-refeição de R$ 22 por dia.
O transporte alternativo vai funcionar?
Metrô, trem e barcas operam normalmente. A prefeitura pode acionar vans e lotações emergenciais.
Como acompanhar a negociação?
Acompanhe os canais oficiais do SindRodoviários e da Rio Ônibus. A assembleia decisiva será no sábado (17), às 10h, na sede do sindicato.
