A base do governo no Senado Federal recuou e não levou a plenário, nesta quarta-feira (2), a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho. A decisão veio da falta de segurança sobre os votos necessários para aprovar a matéria, em meio à obstrução da oposição.
Sem o apoio mínimo garantido, a proposta só deve ser votada após o 1º turno das eleições municipais. O adiamento evita uma derrota pública, mas mantém a pauta em aberto no Congresso.
Para quem acompanha o tema, o recuo mostra o tamanho do desafio político. A PEC mexe em um dos pilares da legislação trabalhista, e o custo de uma votação perdida seria alto para o governo.
Enquanto isso, a escala 6x1 segue valendo. Não há data nova para a apreciação, e o texto permanece nas mãos da comissão especial.
O que muda na prática? Nada por enquanto. Quem trabalha no regime 6x1 continua sob as regras atuais. A redução da jornada, se aprovada, dependeria ainda de regulamentação posterior.
A obstrução da oposição não é um fato novo. Em pautas sensíveis como essa, o jogo de articulação costuma definir o ritmo. O governo, por ora, prefere esperar o calendário eleitoral passar.
Dá pra economizar? Não é o caso aqui. Mas se você quer entender o impacto de uma eventual mudança, o primeiro passo é acompanhar a tramitação da PEC.
PEC da escala 6x1 e seus efeitos na renda do trabalhador
O Senado volta a analisar o tema depois das eleições. Até lá, a escala 6x1 permanece como está, e a decisão fica para o segundo semestre.
