Mulheres em situação de violência e mães atípicas de todo o país passam a ter teleatendimento psicológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A novidade foi anunciada nesta semana e amplia o acesso à saúde mental por meio de atendimento remoto. Ao todo, serão disponibilizadas até 100 mil consultas por mês.
O serviço é destinado a mulheres com 18 anos ou mais que vivenciam situações de violência física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral. A assistência também alcança mães atípicas, ou seja, aquelas que cuidam de filhos com deficiência ou condições que exigem cuidados especiais. A medida vale para todo o país, sem necessidade de deslocamento até uma unidade de saúde.
Na prática, o teleatendimento funciona como uma consulta psicológica por meio de chamada de vídeo ou telefone, o que reduz barreiras de acesso, como distância e horários. Para quem vive em áreas remotas ou tem dificuldade de se ausentar do trabalho ou dos cuidados com os filhos, a modalidade remota tende a facilitar o acompanhamento contínuo.
A segurança no mar vem primeiro, e aqui vale a mesma lógica: antes de pensar em roteiro, é preciso garantir que a embarcação está pronta. No caso do SUS, o primeiro passo é verificar se o teleatendimento já está disponível na sua região, geralmente por meio da unidade básica de saúde ou dos canais oficiais do município. Cada estado pode ter um fluxo de agendamento próprio.
Vale destacar que a oferta de até 100 mil consultas mensais é um teto, não uma garantia de vagas imediatas em todos os locais. A implementação deve ocorrer de forma gradual, conforme a capacidade de cada rede de saúde. Por isso, quem busca o serviço deve ter paciência e insistir no contato com a unidade de referência.
A medida representa um avanço no cuidado com a saúde mental de um público que, muitas vezes, enfrenta dupla jornada: o sofrimento da violência e a sobrecarga dos cuidados. Ainda assim, é cedo para avaliar o impacto real na ponta. O que se sabe, por ora, é que a porta de entrada foi aberta.
Para mais informações, procure a unidade de saúde mais próxima ou os canais oficiais do SUS na sua cidade. teleatendimento psicológico SUS violência contra a mulher saúde pública
