O Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), a Associação dos Municípios do Acre (AMAC) e o IRI Brasil promovem um encontro sobre agenda climática e preparação dos municípios para eventos extremos. O evento, batizado de "Agenda Climática na Amazônia Acreana - Municípios em Rede pelo Clima", vai reunir prefeitos, gestores, pesquisadores e instituições. O objetivo é discutir prevenção, adaptação climática, gestão de riscos e proteção da população.
A pauta chega em um momento em que os municípios acreanos precisam se preparar para fenômenos cada vez mais intensos. Quem vive na região sabe: a seca dos rios e as cheias fora de hora já fazem parte do calendário de quem depende da água para viver e produzir. Por isso, o encontro não é só mais uma reunião técnica. É uma rede que se forma para que o poder público saia na frente, com plano e com responsabilidade.
Na prática, o evento deve colocar na mesa o que funciona e o que falta em cada cidade. Gestores públicos vão poder trocar experiências sobre como mapear áreas de risco, como avisar a população com antecedência e como adaptar serviços essenciais, como saúde e educação, para dias de extremo. Para o cidadão comum, o resultado esperado é simples: uma administração que não espera a tragédia acontecer para agir.
A segurança no mar, ou aqui, na terra firme, segue a mesma lógica: a prevenção começa antes do sinal de perigo. A iniciativa liderada por TCE-AC, AMAC e IRI Brasil aponta nessa direção, ao tratar a agenda climática como política pública permanente, e não como resposta de emergência. A expectativa é que, ao final, os municípios saiam com compromissos concretos e um calendário de ações para fortalecer a resiliência local.
