Os trabalhadores dos Correios paralisaram as atividades por tempo indeterminado em todo o país. A greve começou às 22h desta quinta-feira (10). A informação é da Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), que atribui a paralisação ao fim das negociações da campanha salarial deste ano sem acordo.
O que está em jogo, em resumo:
- A greve é nacional e por tempo indeterminado, iniciada às 22h de quinta-feira (10).
- A Findect diz que as negociações da campanha salarial terminaram sem acordo.
- O impasse central é o plano de saúde de trabalhadores, aposentados e suas famílias.
- No Acre, a categoria ainda deve decidir hoje sobre aderir ao movimento.
O que trava a mesa é o plano de saúde. Segundo a federação, a categoria tentou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um ponto que os trabalhadores classificam como fundamental. A Findect afirma que a direção dos Correios insiste em alterar sua condição de mantenedora do plano.
A preocupação declarada é com o custeio e com a garantia da assistência médica. Em nota, a federação reproduz o tom do movimento: "A direção dos Correios insiste em alterar sua condição de mantenedora do plano, proposta que preocupa a categoria pelos riscos que pode trazer ao custeio e à garantia da assistência médica".
A decisão de parar veio depois de sucessivas rodadas de negociação e de tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A Findect diz que segue acompanhando o movimento e aguarda uma resposta da direção dos Correios e do governo federal que atenda às reivindicações. "A categoria exige uma proposta que preserve direitos, proteja o plano de saúde e respeite quem mantém a empresa funcionando diariamente em todo o Brasil", afirma a federação.
Para o consumidor, o efeito prático é atraso. Encomendas, contas e correspondências que dependem da estrutura postal tendem a sentir o impacto já nos próximos dias. Vale acompanhar o rastreamento antes de contar com um prazo curto. como rastrear encomenda dos Correios
A reportagem da Agência Brasil pediu um posicionamento da direção dos Correios sobre a greve, mas ainda não teve resposta até a publicação desta matéria. Sem essa resposta, o que se tem é a versão da federação e a confirmação de que a paralisação é nacional e sem data para terminar.
Quem depende do serviço pode usar canais alternativos de entrega enquanto o movimento durar, mas o custo muda: transportadoras privadas costumam cobrar mais por trecho, e a comparação de preço passa a valer a pena. alternativas de entrega para pequenos vendedores
