# Drone submarino encontra "mundo perdido" no fundo do oceano

> A expedição liderada por Gérard Zinzindohoué, utilizando um drone submarino, descobriu um ecossistema de corais mesofóticos preservado na plataforma continental do Benim, no Golfo da Guiné. O "mundo perdido" confirmou registros dos anos 1960 e revelou oito variedades de corais e oito espécies de organismos marinhos.

*Pacha Floripa · Turismo de Aventura · 21 de julho de 2026 · Henrique Cardoso*

Um drone submarino liderou a descoberta de um ecossistema de corais mesofóticos preservado na plataforma continental do Benim, no Golfo da Guiné. A expedição, liderada por Gérard Zinzindohoué, confirmou registros dos anos 1960 e revelou oito variedades de corais e oito espécies d

## Drone submarino encontra "mundo perdido" e surpreende no fundo do oceano

Um drone submarino encontrou um ecossistema de corais mesofóticos preservado na plataforma continental do Benim, no Golfo da Guiné. A descoberta, liderada por Gérard Zinzindohoué, confirmou registros dos anos 1960. A equipe usou sonar e veículos subaquáticos para examinar 11,5 quilômetros do fundo marinho, revelando oito variedades de corais e oito espécies de peixes.

## A expedição que confirmou o "mundo perdido"

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Pesquisas Pesqueiras e Oceanológicas do Benim, liderados por Gérard Zinzindohoué, confirmou a existência de um ecossistema de corais mesofóticos preservado na plataforma continental do Benim, no Golfo da Guiné. A descoberta recente só foi possível com o uso de sonar, drones submarinos e sistemas de captura de imagens em águas profundas.

A equipe investigou uma área indicada por registros da década de 1960. Na época, levantamentos voltados à identificação de áreas favoráveis à pesca registraram uma possível formação coralínea profunda, mas a estrutura foi considerada provavelmente sem vida. Os novos pesquisadores levantaram a hipótese de que se tratava de um ecossistema mesofótico, formado em locais onde a iluminação natural é limitada.

## Como a expedição foi conduzida

Para investigar a possibilidade, a equipe utilizou os antigos registros como referência e examinou 11,5 quilômetros do fundo marinho com equipamentos de sonar. Duas áreas apresentaram sinais semelhantes aos esperados para formações de corais, levando os cientistas a realizar uma inspeção mais detalhada com veículos subaquáticos e câmeras especiais.

De acordo com Zinzindohoué, autor principal do artigo publicado na revista científica Frontiers in Marine Science, a localização do recife só foi possível após uma campanha marcada por incertezas e dificuldades técnicas. "Foi uma mistura de longos dias no mar, problemas técnicos e muita incerteza", afirmou o pesquisador.

O cientista explicou que a confirmação visual do ambiente representou um momento decisivo para a pesquisa. "De repente, podíamos realmente ver o fundo do mar", relatou Zinzindohoué, descrevendo a reação da equipe ao observar as primeiras imagens registradas pelos equipamentos subaquáticos.

## O que foi encontrado no fundo do oceano

As imagens obtidas indicaram a presença de uma área coralínea aparentemente saudável, com oito variedades de corais e oito espécies de peixes vivendo no local. Entre os animais observados estavam pargos-africanos-dourados, peixes-soldado-negros, peixes-anjo-da-Guiné, peixes-cabra-da-África-Ocidental, peixe-cirurgião-de-Monróvia, peixes-borboleta-de-três-faixas e duas espécies de donzelas.

Os pesquisadores destacam que a formação encontrada não corresponde necessariamente a uma barreira contínua de corais. O material analisado indica que se trata de conjuntos de corais distribuídos em áreas rochosas adequadas ao desenvolvimento desses organismos, embora novas expedições possam revelar outras estruturas próximas.

## O que falta descobrir

A equipe ainda não coletou amostras diretas dos corais, o que impede uma identificação definitiva das espécies encontradas. Também não há dados suficientes para determinar se o ecossistema já estava vivo na década de 1960 ou se passou por uma recuperação posterior.

Os autores consideram que o trabalho representa apenas uma etapa inicial. Os registros históricos sugeriam uma possível extensão de cerca de 40 quilômetros paralela à costa, mas apenas uma pequena parcela dessa área foi analisada até agora.

Segundo Zinzindohoué, o achado pode indicar que existem outros sistemas semelhantes ainda não documentados em regiões costeiras da África Ocidental e de outras partes do mundo. O pesquisador ressalta que cada possível descoberta precisa ser confirmada por investigações em campo.

Para os pesquisadores, o próximo passo seria realizar uma investigação mais ampla, com mergulhos científicos e coleta de amostras. O objetivo é compreender a trajetória desse ambiente marinho e o que ele revela sobre as mudanças ocorridas no oceano daquela região ao longo do tempo.

## Perguntas Frequentes

### O que é um ecossistema mesofótico?

É um ecossistema formado em locais onde a iluminação natural é limitada, geralmente em profundidades superiores a 50 metros.

### Onde foi encontrado o "mundo perdido" de corais?

Na plataforma continental do Benim, no Golfo da Guiné, na costa da África Ocidental.

### Quem liderou a expedição?

Gérard Zinzindohoué, pesquisador do Instituto de Pesquisas Pesqueiras e Oceanológicas do Benim.

### Quantas espécies foram encontradas?

Foram identificadas oito variedades de corais e oito espécies de peixes.

### Qual foi a tecnologia usada na descoberta?

Foram usados sonar, drones submarinos e sistemas de captura de imagens em águas profundas.

### O ecossistema já estava vivo nos anos 1960?

Não há dados suficientes para determinar se o ecossistema já estava vivo na década de 1960 ou se passou por uma recuperação posterior.

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Fonte (canonical): https://pachafloripa.com.br/turismo-de-aventura/drone-submarino-encontra-mundo-perdido-surpreende-fundo-oceano/
