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Áudios revelam como policiais embalavam drogas do Acre para facções

ResumoA Operação Perfídia, da Polícia Civil da Paraíba, analisou mais de 40 mil áudios que revelaram policiais reembalando drogas enviadas do Acre para facções criminosas. As conversas levaram à prisão do delegado Braz Morroni e outros suspeitos, expondo a participação de agentes de segurança no tráfico interestadual de entorpecentes.

A análise de mais de 40 mil áudios apreendidos pela Polícia Civil da Paraíba revelou como policiais reembalavam drogas enviadas do Acre para facções criminosas. As conversas fazem parte da Operação Perfídia, que prendeu o delegado Braz Morroni e outros suspeitos.

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Áudios revelam como policiais embalavam drogas do Acre para facções
Áudios revelam como policiais embalavam drogas do Acre para facçõesFoto: Reprodução · Pacha Floripa

Áudios revelam como policiais embalavam drogas do Acre para facções

Análise de mais de 40 mil áudios apreendidos pela Polícia Civil da Paraíba revelou como policiais reembalavam drogas enviadas do Acre para facções criminosas. As conversas fazem parte da Operação Perfídia, que prendeu o delegado Braz Morroni, dois agentes da Polícia Civil e outros suspeitos apontados como integrantes de uma organização criminosa.

As gravações mostram que o policial civil Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como "Bomba" ou "Bombado", era peça central no esquema. Em diálogo de 12 de novembro de 2025, ele afirma que uma carga de drogas teria sido enviada do Acre por integrantes da facção Família do Norte.

Como funcionava a reembalagem

Em conversa com José Alexandrino de Lira Júnior, outro investigado, Everton explica que as drogas chegavam do Acre em embalagens transparentes e eram reembaladas conforme a facção destinatária. "O cara da Okaida queria, ele enrolava de fita amarela. O cara do Comando Vermelho queria e ele enrolava de fita vermelha", afirma o policial no áudio.

A investigação aponta que o grupo controlava a circulação dos entorpecentes para influenciar os valores de venda. Everton menciona manter droga armazenada para colocar no mercado posteriormente e cita necessidade de discutir a decisão com outros integrantes, incluindo o delegado Braz Morroni.

Movimentação financeira suspeita

No mesmo dia do diálogo, 12 de novembro de 2025, Everton teria recebido R$ 62 mil em depósitos em espécie sem identificação dos responsáveis. Entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, ele recebeu R$ 198.950 em depósitos em dinheiro sem identificação, valor considerado incompatível pelos investigadores.

Presos e investigados

Além de Braz Morroni e Everton Aires, foi preso o agente Eduardo Jorge Ferreira do Egito, "Mão Branca", suspeito de monitorar carregamentos, ocultar drogas e participar do desvio de entorpecentes. Também são investigados João Wicttor Alves de Lima, Brendo Roberth Fernandes Sobral, Paulo Ricardo Barbosa de Souza ("Galinha"), José Alexandrino de Lira Júnior, Vanessa Dantas Fernandes e Dankennedy Vieira Brito da Silva ("Babau"). Este último não havia sido localizado até a última atualização.

Estrutura policial usada para o crime

Segundo a Polícia Civil da Paraíba, o grupo teria usado a estrutura policial para favorecer atividades criminosas, incluindo desvio de entorpecentes apreendidos e repasse de dados de investigações. Foram cumpridos nove mandados de prisão e 24 de busca e apreensão. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões dos investigados.

Operação Perfídia detalhes

Perguntas Frequentes

O que é a Operação Perfídia?

É uma investigação da Polícia Civil da Paraíba que apura suspeitas de tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas, com participação de policiais.

Quem foi preso na operação?

Foram presos o delegado Braz Morroni, o policial civil Everton Rychelyson da Silva Aires e o agente Eduardo Jorge Ferreira do Egito, além de outros suspeitos.

Como as drogas chegavam do Acre?

Segundo os áudios, integrantes da facção Família do Norte enviavam a carga do Acre para a Paraíba em embalagens transparentes.

Qual o valor bloqueado pela Justiça?

Aproximadamente R$ 10 milhões pertencentes aos investigados foram bloqueados por determinação judicial.

O que as gravações revelam sobre a reembalagem?

As drogas eram reembaladas conforme a facção: fita amarela para Okaida e fita vermelha para Comando Vermelho, de acordo com o depoimento de Everton nos áudios.

André Schmitt
Sobre o autor · Especialista em surfe e esportes de praia

Lê a previsão de ondulação como ninguém e indica o pico certo pro seu nível. Surfa Joaquina e Mole desde guri.

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