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Voto feminino no Brasil e a misoginia histórica

ResumoO voto feminino no Brasil foi conquistado em 1932, após décadas de resistência contra a misoginia institucionalizada. Senadores de 1891 e discursos violentos recentes ilustram a exclusão histórica das mulheres do processo eleitoral. A luta de sufragistas como Bertha Lutz e Leolinda Daltro enfrentou barreiras legais e culturais, consolidando o direito em 1934 na Constituição.

A conquista do voto feminino no Brasil enfrentou séculos de misoginia, de falas de senadores em 1891 a discursos violentos recentes. Veja como a resistência marcou essa história.

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Voto feminino no Brasil e a misoginia histórica
Voto feminino no Brasil e a misoginia históricaFoto: Reprodução · Pacha Floripa

Conquista do voto feminino no Brasil resistiu à misoginia histórica

A luta pelo voto feminino no Brasil é uma história de resistência contra a misoginia que atravessa gerações. Desde os primeiros debates no Senado até os dias atuais, os ataques ecoam pelo tempo, como mostram falas registradas em 1891 e discursos recentes que reaparecem com violência.

O que dizia a misoginia em 1891?

No ano de 1891, durante a Assembleia Constituinte, o senador Coelho e Campos foi enfático: "Minha mulher não irá votar". A declaração, registrada nos anais do Senado, reflete o pensamento dominante da época, que via a participação feminina na política como uma ameaça à ordem social.

Outro parlamentar, Serzedelo Corrêa, também em 1891, afirmou que jogar a mulher no meio das paixões e das lutas políticas seria "tirar-lhe a santidade". A frase, carregada de um suposto protecionismo, revela a visão de que a mulher deveria permanecer afastada do espaço público.

A persistência dos ataques após 135 anos

Passados 135 anos, o cenário mudou formalmente, mas os discursos violentos não desapareceram. A fonte mostra que, recentemente, voltaram a surgir falas como: "Mulher vota estatisticamente mal", ecoando a mesma lógica de desqualificação da capacidade política feminina.

Essa continuidade não é coincidência. Ela aponta para uma estrutura de pensamento que, embora tenha perdido espaço institucional, ainda encontra canais de expressão. A resistência, portanto, não foi um evento pontual, mas um processo contínuo.

O que essa história ensina?

Para quem estuda a história política brasileira, fica claro que a conquista do voto feminino não foi um presente, mas o resultado de uma luta contra preconceitos enraizados. As falas de 1891 não são relíquias inofensivas; elas são a raiz de um discurso que insiste em reaparecer.

A lição é direta: a misoginia histórica não foi derrotada, apenas contida. E a vigilância é o preço da manutenção de direitos conquistados com tanta resistência.

Perguntas Frequentes

Quem foi Coelho e Campos?

Foi um senador constituinte em 1891, autor da frase "Minha mulher não irá votar", que ilustra a misoginia da época.

O que Serzedelo Corrêa disse sobre o voto feminino?

Em 1891, afirmou que jogar a mulher nas lutas políticas seria "tirar-lhe a santidade", reforçando a exclusão feminina.

Os discursos misóginos ainda existem hoje?

Sim, a fonte indica que, após 135 anos, reapareceram discursos violentos, como a afirmação de que "mulher vota estatisticamente mal".

Henrique Cardoso
Sobre o autor · Colunista de turismo náutico

Navega a baía e as ilhas do entorno de leme em punho. Indica passeio de barco, marina e a melhor enseada pra fundear.

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