Espanha domina Argentina, vence na prorrogação e leva o bi da Copa
A Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação neste domingo (19), em Nova Jersey, e conquistou o bicampeonato mundial. A Fúria dominou os 120 minutos, com 38 jogos de invencibilidade, e entrou no grupo seleto de bicampeões ao lado de Uruguai e França. O herói do título saiu do banco de reservas, mas o nome do jogo foi a pressão espanhola.
O domínio espanhol do início ao fim
A Espanha teve a iniciativa desde o primeiro minuto. Aos quatro, Yamal tabelou com Dani Olmo, invadiu a área e finalizou, mas o chute desviou no zagueiro Lisandro Martínez e facilitou a defesa de Dibu Martínez. Aos 38, Mikel Oyarzabal, de frente para o gol, tentou o chute de primeira, parando em Dibu. Aos 42, Marc Cucurella bateu cruzado de fora da área e mandou a bola rente à trave. A Argentina não conseguiu efetuar nenhuma finalização antes do intervalo.
Pressão que não diminuiu no segundo tempo
Com menos de um minuto da etapa final, Alex Baena carregou até a entrada da área e arrematou no canto esquerdo, mas Dibu se esticou para agarrar. Aos 18, Olmo recebeu de Pedri na entrada da área e chutou. Dibu salvou. Três minutos depois, Ferran Torres cabeceou em cima do goleiro. Aos 31, Pau Cubarsi arriscou da intermediária, Dibu deu rebote e Mikel Merino teve a chance na pequena área, mas o chute saiu alto.
Expulsão e prorrogação
Aos 47 do segundo tempo, o volante Enzo Fernández acertou uma entrada forte em cima de Cubarsi e recebeu o segundo amarelo. Foi a primeira expulsão em uma final de Copa desde Zinedine Zidane em 2006. Aos 52, Yamal cobrou falta próxima à meia-lua, Dibu espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Na prorrogação, a Argentina tentou forçar os pênaltis. Aos dois minutos, Dibu defendeu uma cabeçada de Nico Williams. Aos cinco, Pedro Porro cruzou rasteiro, Merino ganhou a dividida contra Nicolás Otamendi e a bola sobrou com Nico Williams, que mandou para as redes. O gol foi anulado por falta de Merino. Aos 12, Nico Williams cruzou na medida para Merino, que desviou de cabeça rente à trave.
O gol do título e os marcos históricos
O gol saiu do banco de reservas. Ferran Torres, cria do Valência e que passou pelo Manchester City antes de chegar ao Barcelona, decidiu a Copa para a Espanha. Com a vitória, a Fúria se tornou a primeira seleção a assegurar os títulos mundiais em ambos os gêneros simultaneamente, já que a equipe feminina foi campeã em 2023. Além disso, a Espanha alcançou 38 partidas sem derrotas, superando a sequência da Itália entre 2018 e 2021.
Lamine Yamal e a nova geração
O atacante de 19 anos é o mais jovem campeão mundial desde Ronaldo, que tinha 17 anos no tetra em 1994. Yamal se tornou o quarto mais novo da história a vencer uma Copa, atrás de Pelé, que lidera com 17 anos e 249 dias em 1958. Com a sexta menor média de idade da Copa (26,2), a Fúria deixou um recado para 2030, quando será uma das sedes: nomes como Gavi, Pedri e Nico Williams sequer terão completado 30 anos.
O adeus de Messi às Copas
Aos 39 anos, no sexto Mundial da carreira, Lionel Messi se despede com o título de 2022, dois vices (2014 e 2026) e o posto de segundo maior artilheiro da história do evento, com 21 gols. Durante boa parte da Copa, Messi liderou a estatística, mas foi ultrapassado no último sábado (18) por Kylian Mbappé, que chegou a 22 gols na derrota por 6 a 4 para a Inglaterra, em Miami, na disputa do terceiro lugar.
Perguntas Frequentes
Quem foi o herói do título da Espanha?
O herói saiu do banco de reservas: Ferran Torres, atacante de 26 anos, cria do Valência e que passou pelo Manchester City antes de chegar ao Barcelona.
Qual foi o placar da final?
Espanha 1 x 0 Argentina, na prorrogação, em Nova Jersey.
Quantos jogos de invencibilidade a Espanha tem?
São 38 partidas sem derrotas, superando a sequência da Itália entre 2018 e 2021.
Quem foi expulso na final?
O volante argentino Enzo Fernández recebeu o segundo amarelo aos 47 do segundo tempo.
Qual foi o último lance antes da prorrogação?
Aos 52 do segundo tempo, Yamal cobrou falta próxima à meia-lua, e Dibu espalmou, levando o duelo para a prorrogação.
