A Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 na final da Copa do Mundo, em partida realizada no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey (EUA), neste domingo (19). O gol saiu na prorrogação, com Ferran Torres, atacante do Barcelona, repetindo o roteiro de 16 anos atrás, quando Iniesta também fez no tempo extra e deu o título à Espanha em 2010. Os argentinos resistiram por 106 minutos, mas Dibu Martínez acabou superado.
O que mudou na final: Argentina resiste, mas expulsão pesa
A Argentina vinha de sete vitórias consecutivas no torneio, com 19 gols marcados e apenas oito sofridos. Viradas relâmpago no fim contra Egito e Inglaterra marcaram a campanha. Na final, a novela não se repetiu. A Espanha, por outro lado, começou a Copa com empate contra Cabo Verde, mas venceu todas as partidas na sequência, encerrando o torneio com 14 gols marcados e apenas um sofrido, contra a Bélgica nas quartas de final.
Expulsão de Enzo Fernández muda o jogo
Aos 51 minutos do segundo tempo, Enzo Fernández levou o segundo cartão amarelo após chegar atrasado em dividida com Cubarsí. A Argentina ficou com um a menos na prorrogação, e a Espanha aproveitou a superioridade numérica para pressionar. O gol saiu aos 16 minutos do segundo tempo da prorrogação: Pedro Porro cruzou na segunda trave, Nico Williams cabeceou para trás, e Ferran Torres finalizou livre quase na pequena área, batendo forte no alto.
Recorde invicto e comparação com 2010
Com a vitória, a Espanha bateu o recorde de maior sequência invicta da história: 38 jogos sem perder, um a mais que a Itália, que ficou 37 duelos sem perder entre 2018 e 2021. A Fúria chegou à Copa como campeã da Eurocopa, vencida há dois anos contra a Inglaterra por 2 a 1, com gol decisivo de Oyarzabal. Em 2010, o título mundial veio contra a Holanda, também com gol na prorrogação.
Cerimonial e atraso no MetLife Stadium
Assim como em partidas de ligas norte-americanas, o jogo estava marcado para começar às 16h (de Brasília), mas atrasou. A final contou com shows de abertura ao longo da tarde. O tenista Carlos Alcaraz e a atriz Honyeon levaram a taça, e o ator Tom Cruise falou no microfone do estádio. No intervalo, a pausa durou pouco mais de 27 minutos, por conta de apresentações musicais de Madonna, Shakira, Justin Bieber e BTS.
Ficha técnica da final
- Data e horário: 19 de julho de 2026, às 16h (de Brasília)
- Local: MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey (EUA)
- Público: 80.663 pessoas
- Árbitro: Slavko Vincic (ESL)
- Gol: Ferran Torres (ESP), aos 16 minutos do segundo tempo da prorrogação
- Cartão vermelho: Enzo Fernández (ARG)
- Espanha: Unai Simón; Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte (Eric García) e Marc Cucurella; Rodri (Martin Zubemendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Mikel Merino); Alex Baena (Nico Williams), Lamine Yamal e Mikel Oyarzabal (Ferran Torres). Técnico: Luis de la Fuente
- Argentina: Emiliano Martínez; Gonzalo Montiel (Nahuel Molina), Cristian Romero (Facundo Medina), Lisandro Martínez (Nicolás Otamendi) e Nicolás Tagliafico; Rodrigo De Paul (Giuliano Simeone), Nico González (Leandro Paredes), Alexis Mac Allister e Enzo Fernández; Julián Álvarez (Marcos Senesi) e Lionel Messi. Técnico: Lionel Scaloni
Perguntas Frequentes
Quem fez o gol da Espanha na final?
Ferran Torres, atacante do Barcelona, marcou o gol aos 16 minutos do segundo tempo da prorrogação.
Por que a Argentina ficou com um a menos?
Enzo Fernández foi expulso no fim do tempo regulamentar, após levar o segundo cartão amarelo em dividida com Cubarsí.
Qual foi o público da final?
O MetLife Stadium recebeu 80.663 pessoas para a decisão.
Quantos gols a Espanha marcou na Copa?
A Fúria balançou as redes 14 vezes na competição, sofrendo apenas um gol.
Qual é a sequência invicta da Espanha?
A seleção espanhola soma 38 jogos sem perder, um a mais que a Itália, que ficou 37 duelos sem perder entre 2018 e 2021.
