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Guerra no espaço: alerta de general dos EUA sobre risco global

ResumoO general Chance Saltzman, comandante da Força Espacial dos EUA, alertou que uma guerra no espaço afetaria todos os países devido à mecânica orbital, que impossibilita evitar zonas de combate. O alerta foi feito no último discurso público do general antes de deixar o cargo em agosto.

O general Chance Saltzman, que deixa o comando da Força Espacial dos EUA em agosto, alertou que uma guerra no espaço atingiria todos os países, sem exceção. Em seu último discurso público, ele destacou que a mecânica orbital torna impossível evitar a zona de combate. Saiba como i

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Guerra no espaço: alerta de general dos EUA sobre risco global
Guerra no espaço: alerta de general dos EUA sobre risco globalFoto: Reprodução · Pacha Floripa

General dos EUA faz alerta: uma guerra no espaço atingiria todos os países

O general Chance Saltzman, que deixará o comando da Força Espacial dos Estados Unidos em agosto, fez um alerta direto: se uma guerra alcançar a órbita terrestre, nenhum país conseguirá ficar de fora. A declaração foi feita durante a Conferência Global de Chefes das Forças Aéreas e Espaciais de 2026, em 15 de julho. Para quem depende de GPS, internet via satélite ou previsão do tempo, o aviso é mais concreto do que parece.

Uma guerra no espaço atingiria todos os países porque a mecânica orbital não permite que satélites se afastem de uma zona de conflito. Diferente de guerras no mar ou na terra, não há como se manter neutro. "Quer queiramos ou não estar na zona de combate, a mecânica orbital colocará todas as nossas capacidades espaciais dentro da zona de guerra espacial", afirmou Saltzman.

O alerta do general Chance Saltzman

Saltzman é o segundo Chefe de Operações Espaciais (CSO) da Força Espacial dos EUA, cargo que ocupa desde 2022. Em seu último discurso público antes de deixar o posto em agosto, ele foi categórico: um conflito no espaço não é um problema só de militares. "Se um conflito se estender ao espaço, nenhum de nós conseguirá evitar a zona de combate", disse.

O alerta veio em um momento de crescente tensão geopolítica. Saltzman destacou que as características do ambiente espacial tornam impossível que satélites escapem de um conflito. A destruição de um único satélite, segundo ele, poderia desencadear um efeito em cadeia, tornando partes da órbita inutilizáveis.

O que significa para o cidadão comum

Satélites não são apenas para comunicação militar. Eles guiam aviões, bancos, aplicativos de transporte e até agricultura de precisão. Se partes da órbita se tornarem inutilizáveis, serviços que você usa todo dia podem falhar. Não é cenário de filme: é o que Saltzman chama de "consequências generalizadas".

Por que a cooperação internacional é a saída

Apesar do tom grave, Saltzman defendeu que o espaço é um domínio compartilhado. "Compartilharemos as consequências; portanto, devemos compartilhar a responsabilidade por um domínio espacial seguro, protegido e estável", declarou. Ele já havia destacado a importância de ações conjuntas em 2025, ao apresentar a Estratégia de Parceria Internacional da Força Espacial, classificando o esforço como "o esporte de equipe supremo".

"O domínio é grande demais, complexo demais, dinâmico demais para que uma única nação o proteja sozinha", afirmou. Para Saltzman, a dissuasão deve ser um objetivo global, não apenas dos EUA.

O novo comando e o orçamento bilionário

Saltzman será substituído pelo tenente-general Douglas A. Schiess, que desde novembro de 2025 é Vice-Chefe de Operações Espaciais para Operações. Em audiência de confirmação, Schiess defendeu o orçamento de US$ 71,1 bilhões (R$ 360,4 bilhões) solicitado para a Força Espacial. "Os US$ 71,1 bilhões que o presidente solicitou são exatamente o que precisamos", afirmou, segundo a publicação Space News.

O valor, segundo Schiess, é necessário para fortalecer a dissuasão diante do avanço das capacidades militares espaciais da China. O presidente Donald Trump nomeou Schiess para assumir o comando.

O legado de Saltzman

Durante sua gestão, Saltzman acompanhou a transformação da Força Espacial em uma força "crível para o combate". No 41º Simpósio Espacial da Space Foundation, em Colorado Springs, ele afirmou: "Não estamos mais falando apenas de teorias ou planos. Estamos falando de combate operacional real, efeitos espaciais e os Guardiões que os entregam".

O alerta de Saltzman não é apenas sobre guerra. É sobre como a vida moderna, que depende de satélites, pode ser afetada por um conflito que ninguém quer, mas que todos precisam evitar.

Perguntas frequentes

O que acontece se um satélite for destruído no espaço?

A destruição de um único satélite pode desencadear um efeito em cadeia de detritos, tornando partes da órbita inutilizáveis para todos os países.

Como uma guerra no espaço afeta civis?

Satélites são usados para GPS, comunicação, previsão do tempo e transações bancárias. Um conflito orbital pode interromper esses serviços globalmente.

Quem é Chance Saltzman?

Chance Saltzman é o segundo Chefe de Operações Espaciais da Força Espacial dos EUA, cargo que ocupa desde 2022. Ele deixará o comando em agosto de 2026.

Qual o orçamento da Força Espacial dos EUA?

O presidente Donald Trump solicitou US$ 71,1 bilhões (R$ 360,4 bilhões) para a Força Espacial, orçamento defendido pelo sucessor de Saltzman, Douglas A. Schiess.

O que é a Estratégia de Parceria Internacional da Força Espacial?

Apresentada por Saltzman em 2025, a estratégia defende cooperação entre países para preservar o uso pacífico do espaço, classificada por ele como "o esporte de equipe supremo".

Henrique Cardoso
Sobre o autor · Colunista de turismo náutico

Navega a baía e as ilhas do entorno de leme em punho. Indica passeio de barco, marina e a melhor enseada pra fundear.

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