Mãe é presa suspeita de matar bebê de um ano e seis meses no interior do RS
A mãe de 33 anos foi presa na madrugada de sábado (18) suspeita de matar o próprio filho de um ano e seis meses em Pelotas (RS). A prisão preventiva foi decretada após a Justiça considerar risco de fuga. O laudo do IGP apontou traumatismo craniano como causa da morte, contrariando a versão de engasgo.
O que aconteceu com o bebê em Pelotas?
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul apresentou novos detalhes da investigação sobre a morte de um bebê de um ano e seis meses, em Pelotas, no Sul do Estado. A mãe da criança, de 33 anos, teve a prisão preventiva decretada e foi detida na madrugada deste sábado (18), após a Justiça considerar o risco de fuga e a repercussão do caso.
Segundo a Polícia Civil, a suspeita planejava deixar o município e não compareceu ao velório do filho. Após prestar depoimento na Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA), ela foi encaminhada para a Penitenciária Estadual de Rio Grande (PERG).
Como a investigação começou?
A investigação começou na sexta-feira (17), quando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para atender a ocorrência na residência da família. A criança já foi encontrada sem vida.
Inicialmente, a mãe relatou que o bebê teria sofrido um engasgo com leite após um suposto mal-estar de quatro dias. A versão, porém, foi contestada pelo laudo preliminar de necropsia do Instituto-Geral de Perícias (IGP), que apontou traumatismo craniano como causa da morte.
Quais lesões foram encontradas no corpo da criança?
De acordo com a delegada Lisiane Mattarredona, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a perícia identificou diversas marcas de agressões físicas recentes e antigas no corpo da criança, incluindo queimaduras, hematomas, escoriações e um corte com sangramento na orelha esquerda.
A análise da residência e os depoimentos colhidos nas primeiras horas da investigação também apontaram indícios de uma rotina de violência e negligência contra o bebê.
Qual é o enquadramento legal do caso?
Com base nos elementos reunidos até o momento, a Polícia Civil enquadrou provisoriamente o caso como maus-tratos com resultado morte. Segundo a investigação, a violência física associada à falta de assistência médica adequada teria contribuído para o óbito.
A DPCA tem prazo legal de 10 dias para concluir o inquérito. As próximas etapas incluem a coleta de novos depoimentos e a juntada do laudo definitivo de necropsia, que deverá detalhar a dinâmica das agressões.
O que a Justiça considerou para decretar a prisão?
A prisão preventiva foi decretada pela Justiça após considerar o risco de fuga e a repercussão do caso. A suspeita planejava deixar o município e não compareceu ao velório do filho, elementos que reforçaram a medida cautelar.
Perguntas Frequentes
Onde o bebê foi encontrado?
Na residência da família, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, após o Samu ser acionado na sexta-feira (17).
Qual foi a causa da morte?
O laudo preliminar de necropsia do IGP apontou traumatismo craniano como causa da morte.
A mãe confessou o crime?
Não. A versão inicial da mãe era de que o bebê teria sofrido um engasgo com leite, versão contestada pelo laudo pericial.
Para onde a suspeita foi levada?
Após depoimento na DPPA, ela foi encaminhada para a Penitenciária Estadual de Rio Grande (PERG).
Qual o prazo para conclusão do inquérito?
A DPCA tem prazo legal de 10 dias para concluir o inquérito.
